A aposta do Bananas Music em curadoria musical para empresas
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Foto: Juli Baldi e Rafael Achutti, sócios e fundadores do Bananas Music
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A aposta do Bananas Music em curadoria musical para empresas

Camila Luz em 4 de maio de 2016

Marcas podem se posicionar pela música. É nisso que acredita o Bananas Music, uma empresa de curadoria musical para corporações. Ela ajuda um negócio a encontrar quais os sons que refletem suas ideias e vozes.

O Bananas aposta em seis serviços para posicionar uma marca por meio da música. São eles: trilhas para lojas, playlists patrocinadas em canais de streaming, rádios customizadas na internet, produção de conteúdo sobre música, discotecagem e produção, além de outros projetos especiais, como escolher os vinis que vão decorar um espaço comercial.

A empresa, que surgiu em 2013 em Porto Alegre, tem dois sócios: Juliana Baldi (Juli) e Rafael Achutti. Ela trabalhou na rádio Ipanema FM, é jornalista, DJ e produtora de eventos. Ele é publicitário, músico e trabalha com marketing digital. Eles ainda contam mais cinco funcionários que dão uma força na curadoria.


Descobrindo a curadoria musical para marcas

A história da Bananas começa em Atlântida, uma praia do Rio Grande do Sul, quando Juli e Rafael começaram a fazer playlists que seriam a música ambiente de  bares. “Amigos nossos, que também são empresários, precisavam de uma lista de músicas adequada para seus estabelecimentos”, conta Juli.

Ela e Rafael perceberam que não existia nenhuma empresa especializada em curadoria musical perto deles, no sul. “Foi bem difícil no começo, pois nenhum de nós dois havia trabalhado com music branding antes”, explica a sócia. No entanto, ela tinha conhecimento em programação musical por sua experiência em rádio. Rafael já havia trabalhado em agências de publicidade e conteúdo e, por isso, entendia de planejamento e marketing. “Juntamos essas skills e fomos testando o negócio com clientes reais”, conta.

A empresa começou a crescer, mas não rolava mais ficar entregando seleções em pendrive. Desenvolveram então um player, para que as músicas fossem controladas remotamente. “A tecnologia é um fator muito importante para nós. Sem ela, não é possível entregar um trabalho ágil e de qualidade, tampouco ampliar o negócio”, dizJuli. “Já pensou fazer a logística do dispositivo móvel para clientes que têm lojas em todo o Brasil?”, comenta.

Através do player, o cliente recebe a atualização da sua playlist via internet. “Com esse sistema, conseguimos colocar uma música que foi lançada há poucos minutos para rodar na programação”, conta a sócia. Ela também explica que a empresa pode escolher o melhor mood para cada momento: mais calmo, mais agitado, happy-hour e assim por diante. Há, ainda, a possibilidade de inserir spots comerciais entre as músicas. Com o esquema do pen-drive, isso não era possível.

Para desenvolver o Player Bananas, Juli e Rafael contrataram uma empresa especializada. Hoje, estão na segunda versão do aplicativo.

Daí o caminho foi natural até encontrar os outros formatos, como criação de playlists em serviços de streaming ou criação de rádios personalizadas na internet. No entanto, para fazer uma lista, o Bananas não apenas escolhe algumas músicas legais. Há todo um estudo para que a seleção dialogue com a identidade da marca.

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Fazendo o trabalho de curadoria musical na internet

De acordo com Juli, o grande diferencial da Bananas é procurar entender bem o público antes de fazer a lista de músicas. Além disso, propõem desdobramentos que vão além da playlist para pontos de vendas. Por isso, oferecem vários serviços.

Junto aos publicitários e equipe de marketing do cliente, a Bananas cria playlists para marcas no Spotify.

Equipe do Bananas Music

Foto: Equipe do Bananas Music

Para reforçar a identidade da empresa na internet, a curadoria também cria conteúdos e posts para blogs e redes sociais. Podem ser dicas de playlists para datas comemorativas específicas, indicações de novas bandas ou curiosidades sobre artistas.

“Pesquisamos o público para entender o comportamento musical e cultural das pessoas que vão ser impactadas pela playlist. Também discotecamos em eventos, fazemos curadoria de festivais, gerenciamos canais no Spotify, produzimos conteúdo para blogs, redes sociais e projetos especiais”, conta Juli.

Desafios da curadoria musical no Brasil

A sócia conta que o principal desafio em trabalhar com music branding é fazer as marcas confiarem no trabalho do Bananas. “A maioria das empresas nunca investiu dinheiro em curadoria musical”, revela. “Além disso, música é algo totalmente emocional e não tangível. Por isso, é mais difícil mensurar resultados”, comenta.

De acordo com Juli, há um segmento que já entendeu a importância do trabalho de curadoria musical: o de moda. “A maioria das grandes redes de fast fashion e alta costura já investem nisso há um bom tempo”, conta. “No Bananas, atendemos vários clientes desse segmento. Mas temos outras empresas diferentes interessadas nisso, como marcas de carro e instituições de ensino”, comenta.

Hoje, a curadoria atende marcas como Warner Music, cerveja Sol, House of Food, a escola criativa Perestroika e a marca de sapatos  Insecta Shoes

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