Cinco destaques da F8, a conferência do Facebook
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Cinco destaques da F8, a conferência do Facebook

Pedro Katchborian em 19 de abril de 2017

Realizada em San Jose, na Califórnia (EUA), a F8 é a convenção anual para desenvolvedores do Facebook, evento em que Mark Zuckerberg e seus principais executivos dão as caras para discutir temas relacionados a rede social e apresentar novidades. Alguns dos anúncios de fato vão chegar ao mercado, mas outros são apenas uma amostra dos planos da empresa para o futuro da tecnologia. E eles são tão promissores quanto assustadores. Veja abaixo os cinco principais destaques da conferência F8.

Cinco destaques da F8, evento do Facebook

Festas virtuais

O termo festas virtuais parece ter saído de um vídeo dos anos 90 que explica como funciona a internet, mas cabe bem para explicar o que Zuckerberg e sua companhia pretendem com o Facebook Spaces. A ferramenta, lançada em beta, funciona com os óculos de realidade virtual da empresa, o Oculus Rift.

A ideia do Spaces é que pessoas conectem suas contas do Facebook ao seus Oculus Rift, trazendo o ecossistema da rede social para dentro da realidade virtual. No Spaces é possível interagir com seus amigos usando a voz e até linguagem corporal por meio de avatares — ao maior estilo “Second Life“. Com um limite de quatro usuários por “festa”, é possível conversar, desenhar e assistir vídeos em 360º com os amigos na realidade virtual.

Como afirma Lucas Matney, do TechCrunch, o Spaces foi “feito para as massas” e “não se leva muito a sério”. A plataforma já está disponível para proprietários do Oculus Rift, mas em breve deve ser expandido para outros headsets de VR.

Cópia do Snapchat? Tô nem aí

Existe quase um consenso — que virou uma piada — de que Mark Zuckerberg não gostou nada de ter a proposta de compra recusada pelo Snapchat e resolveu copiar o concorrente sem dó nem piedade. Logo, ele resolveu inserir o recurso Stories em três de suas principais plataformas: Facebook, Instagram e WhatsApp. Na conferência F8, ele falou sobre essa polêmica e foi direto: “eu não ligo para isso”, afirma.

Sobre o assunto, ele apresentou uma plataforma para desenvolvedores criarem seus próprios filtros no Stories. No Snapchat, esses filtros de realidade aumentada são da própria plataforma — não é possível criar os seus. O CEO do Facebook ainda diz que isso é apenas o começo do investimento da rede social em plataformas do tipo Stories.

Pedindo comida pelo Messenger

O assistente virtual M — que ainda não chegou ao Brasil — também foi debatida durante a conferência. O principal lançamento na plataforma foi uma atualização que possibilita ao usuário pedir comida com o auxílio de outro sistema, o delivery.com. Além de pedir comida, o usuário também poderá ler QR code em shows, eventos esportivos e outros. Depois que você escanear o código, um bot do Messenger aparecerá dando mais informações sobre o evento.

Ler a mente e ouvir pela pele

Nada, no entanto, foi tão surpreendente quanto a apresentação em que o Facebook revelou que um time de 60 engenheiros está trabalhando para criar uma interface neural que vai permitir que usuários digitem apenas com a mente, sem usar implantes. A ideia dos engenheiros e cientistas é desenvolver um maneira de escanear o cérebro mais de 100 vezes por segundo para detectar você falando silenciosamente na sua cabeça — e traduzir isso em texto.

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Não se sabe ao certo em que estágio essa tecnologia está, mas a ideia dos engenheiros é que as pessoas possam digitar cerca de 100 palavras por minutos, cinco vezes mais rápido do que digitar com os dedos no celular, apenas com a mente.

A ideia já é ambiciosa, mas o Facebook não parou por aí: o mesmo departamento está trabalhando em uma maneira dos seres humanos ouvirem pela pele — isso mesmo. Protótipos de hardware e software estão sendo feitos para que a pele imite a cóclea da orelha, o que permite que o som seja traduzido em frequências para o cérebro.

Prevendo para onde você vai olhar

Coube a Joaquin Quinonero, diretor do Facebook de aprendizado de máquinas, explicar sobre a tecnologia que a empresa está trabalhando. Como bem se sabe, o Facebook pretende melhorar a experiência de assistir vídeos em 360º.

Um dos maiores desafios do formato é o tamanho do arquivo, mas a ideia é que seja possível prever para onde o usuário vai olhar, o que permite a redução do número de pixels que precisam ser renderizados.

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