O futuro do Facebook é incrível e assustador. O que esperar dele
Facebook
Foto: Istock/Getty Images
Inovação > Comunicação

O que esperar do futuro do Facebook

Kaluan Bernardo em 19 de agosto de 2016

O Facebook tem mais de 1,71 bilhões de usuários, aproximadamente 23% da população mundial. O Facebook também é dono do WhatsApp, do Instagram e do Oculus Rift, tido como o principal dispositivo de realidade virtual do momento.

No início desse ano, o Facebook anunciou que as pessoas gastam, em média, 50 minutos diários na rede social e em suas outras plataformas. Pode não parecer tanto, mas como o colunista James Stewart bem notou no The New York Times essa média é maior do que a de leitura (19 minutos), prática de esportes ou exercícios (17 minutos) ou eventos sociais (quatro minutos).

Considerando que a empresa tem diversos dados pessoais de um a cada quatro cidadãos do mundo, é importante perguntar: qual o futuro dela? A resposta poderá nos ajudar a enxergar boa parte do futuro de nossa sociedade também.

Obviamente ninguém está propondo aqui um exercício de premonição. Mark Zuckerberg e parte da imprensa especializada em tecnologia já deu importantes dicas do que esperam sobre o futuro da companhia.

O que Zuckerberg já disse sobre o futuro do Facebook

Em 2014, quando anunciou os resultados de um dos seus melhores trimestres até então, Zuckerberg discursou sobre o como ele enxergava os próximos três, cinco e dez anos da empresa.

No discurso, ele dizia que as metas para 2017 era “continuar a crescer e servir às nossas comunidades e negócios existentes e ajuda-los a alcançar seu potencial pleno”. Na época, ele comemorava o sucesso dos grupos e dos posts públicos, que ajudavam as pessoas a se posicionarem como figuras públicas.

Também adiantava a importância dos vídeos, que vemos se confirmar hoje. “Os investimentos que fizemos em vídeos também são importantes aqui. Nesse trimestre anunciamos que há mais de um bilhão de visualizações de vídeos diariamente no Facebook”, comentava citando o desafio do balde de gelo.

ícones dos aplicativos messenger, facebook, instagram e twitter

Foto: Istock/Getty Images

Já para 2019, ele diz que o mais importante será popularizar ainda mais plataformas como o Instagram, Messenger, WhatsApp e a ferramenta de buscas do Facebook. “Uma grande prioridade para nós são as mensagens. Queremos continuar a crescer e construir o Messenger e agora o WhatsApp como grandes serviços”, dizia.

Zuckerberg também dizia que a meta de médio-prazo era transformar o Facebook em uma plataforma que abrace outros aplicativos para que as pessoas desenvolvam e monetizem serviços dentro da rede social.

Por fim, ele falava sobre as metas até 2024. “Pelos próximos dez anos, vamos focar em promover as mudanças fundamentais no mundo em que queremos atingir nossa missão, conectando o planeta todo, e entendendo um mundo com grandes saltos em Inteligências Artificiais e desenvolvendo a próxima geração de plataformas, especialmente em computação”, disse.

Para cumprir tais objetivos ele citava o Internet.org, ambiciosa e polêmica iniciativa do Facebook com outras empresas privadas em levar acesso à rede em países que não estão conectados. A iniciativa causou controvérsias porque o acesso era limitado a apenas alguns serviços específicos, o que na legislação de muitos países fere princípios de neutralidade da rede.

barra com notificação do facebook

Foto: Istock/Getty Images

“Tenho viajado para diversos países e encontrei diversos legisladores, distribuidores chave, pessoas e comunidades que estão ficando online pela primeira vez”, comentava Zuckerberg, “Mais indústrias e governos estão vendo a expansão do acesso à internet como uma de suas maiores prioridades. Esse é um desenvolvimento importante para o Internet.org e nossas metas de longo-prazo em conectar todos no mundo”, dizia.

Por fim, citava a realidade virtual e a importância do Oculus Rift para a empresa. “A cada dez ou 15 anos uma nova grande plataforma computacional surge e eu acredito que a realidade virtual e aumentada são partes importantes dessa próxima plataforma”, disse.

Ele reconhecia, no entanto, que os resultados em conectar o mundo todo e promover a realidade virtual iriam demorar um tempo para surgirem, mas que investiria agressivamente nessas ideias.

O futuro do Facebook pode ser mais monopólio

Em um interessantíssimo artigo para a revista The Altantic, o jornalista Derek Thompson diz que “o Facebook é tão dominante que é quase assustador”. Ele defende que o império digital de Zuckerberg representa uma mudança maior do que a do rádio e da televisão.

Leia também:
A visão da Microsoft e do LinkedIn para o futuro do trabalho
O que é o Ethereum e por que pode revolucionar a computação

Enquanto no século 20 podia facilmente se dividir a comunicação entre a que era feita para massas e a que era social e acontecia entre as pessoas, hoje a linha é bem mais tênue. Televisão era para massas, telefone era social. O Facebook une os dois. “É uma rede moderna de telefone e televisão, um sistema global de correspondência e um jornal global”, comenta.

Para o autor, o futuro do Facebook pode ser mais do que um monopólio nos moldes tradicionais que conhecíamos. A rede social domina todas as formas de distribuição de conteúdo, o que pode tornar outras mídias todas submissas à empresa. Ele comenta:

Quando uma mídia digital em rede tem mais de um bilhão de pessoas conectadas a empresas de entretenimentos, jornais, marcas e a cada um, a analogia histórica não é à televisão, telefones, rádios ou jornais. A analogia histórica não existe. O poder do Facebook não tem precedentes.

Gostou deste post? Que tal compartilhar:
Últimos
Trend Tags
Array ( [0] => 76 [1] => 222 [2] => 237 [3] => 115 [4] => 17 [5] => 238 [6] => 92 [7] => 125 [8] => 173 [9] => 16 [10] => 276 [11] => 157 [12] => 25 [13] => 66 [14] => 67 [15] => 62 [16] => 153 [17] => 127 [18] => 12 [19] => 19 [20] => 187 [21] => 69 [22] => 154 [23] => 172 )
Vídeos
Copyright © 2016 Free the Essence