O que esperar das plataformas de streaming de música em 2017
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Saiba o que esperar do streaming de música em 2017

Kaluan Bernardo em 3 de janeiro de 2017

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Em 2016, o Spotify comemorou dez anos de vida. Com mais de 40 milhões de assinantes, o serviço mostrou o poder do streaming, competindo com outras plataformas do tipo, como Apple Music, Google Play Music, Napster e Deezer. Mas o que significa o crescimento do streaming de música e para onde ele deve ir?

Financeiramente, a indústria da música como um todo não tem muito o que reclamar de 2016. Depois de muitos anos perdendo mercado na internet, as gravadoras e selos voltaram a ver sinais concretos de crescimento. No primeiro semestre do ano, essas empresas tiveram 8,1% de aumento em suas receitas em relação ao mesmo período de 2015. Parte significativa se deve ao streaming.

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Ao todo, a indústria da música movimentou US$ 3,43 bilhões no primeiro semestre, enquanto em 2015 foram US$ 3,17 bilhões. Ao todo, US$ 2,66 bilhões (77,5%) vieram de vendas digitais. Desse montante, US$ 1,61 bilhão (47% do total), vieram do streaming.

Ainda assim, o modelo levanta polêmicas entre artistas como Taylor Swift, que protestam contra os pagamentos, que considera baixos. Artistas menores também criticam modelo, acusando-o de distribuir receitas injustamente e priorizar os mais famosos.

Apesar das discussões, em 2017 o modelo de streaming deverá crescer e mudar ainda mais a indústria musical. É no que aposta o jornalista John Paul Tiltlow, especializado em tecnologia e música, em artigo na revista Fast Company.

O que acontecerá com o streaming de música em 2017

O boom do streaming continuará

Estima-se que, juntos, os serviços de streaming de música tenham 100 milhões de assinantes pagantes. Considerando que há cerca de 3,4 bilhões de pessoas conectadas à rede, o número é baixo e pode aumentar consideravelmente.

Ao passo em que os serviços expandem para novos países, chegam novos concorrentes, como a Amazon Music Unlimited, que não funciona no Brasil, mas nos Estados Unidos cobra US$ 8, enquanto Spotify e Apple Music cobram US$ 10.

Além disso, os serviços estão saindo dos smartphones e computadores e estão chegando a novos dispositivos, como Amazon Echo, Google Home e em smart TVs.

Ao menos um serviço irá desaparecer

São muitos concorrentes: Apple, Spotify, Google, Amazon, Deezer, Tidal, Napster e outros menores. Nenhum deles é lucrativo. O próprio Spotify teve prejuízo de US$ 188,7 milhões em 2015. Nesse cenário, é esperado que apenas os mais fortes sobrevivam ao passo em que os que os menores ou serão comprados ou irão à falência.

Continuarão existindo lançamentos exclusivos

Uma das grandes apostas de serviços como Apple Music e Tidal tem sido a exclusividade nos lançamentos. Na maior parte das vezes, esses lançamentos são apenas temporários, mas são suficientes para chamar a atenção na disputada concorrência. Em 2016, grandes artistas como Beyoncé, Drake e Frank Ocean apostaram na estratégia. E a expectativa é só crescer em 2017.

A inteligência artificial fará mais músicas

A inteligência artificial é capaz de compor músicas, inclusive complexas como o jazz. Ela ainda não cria algo genial, que dá vontade de ouvir todos os dias, mas está evoluindo rapidamente. Ao passo em que máquinas aprenderem sobre teoria musical e se aperfeiçoarem dentro dos padrões, ela ainda melhorará muito.

Talvez as máquinas não se tornem suficientes para substituir os humanos em nossas playlists favoritas, mas a aposta de John é que músicas criadas por inteligência artificial poderão se tornar mais comuns em videogames, lojas ou como trilha livre para vídeos.

As relações entre os artistas serão mais equilibradas

As discussões sobre como os artistas devem ser pagos e como as receitas serão distribuídas continuarão e se tornarão prioridade na nova fase das plataformas de streaming. A Apple Music e o Tidal saem na frente, reconhecidos como mais próximos dos músicos. Mas, em 2016, o Spotify contratou Troy Carter, o gerente da Lady Gaga, para gerenciar iniciativas de relacionamento com artistas.

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Bandas médias podem não estar ganhando dinheiro diretamente com as plataformas, mas reconhecem que elas são boas para promover shows e outras atrações. Ao longo do ano, a expectativa de John é que surjam novas propostas para monetizar mais em cima dos fãs e usar o marketing, os dados e a tecnologia para remunerar melhor pequenos artistas.

Além disso, espera-se que artistas e gravadoras encontrem novas formas de se relacionar, sem elas precisarem ficar com partes tão grandes das receitas. Para isso, novas e grandes negociações precisarão ser feitas.

A Amazon irá mudar as regras do jogo

Se em 2016 a batalha do streaming ficou principalmente nas mãos de Apple e Spotify, em 2017 a Amazon deverá balançar a disputa. E ela virá acompanhada de serviços como Pandora e SoundCloud, que prometem lançar streaming de música também.

A Amazon, assim como a Apple, tem todo um conjunto de tecnologias e serviços que podem ajudá-la a ganhar vantagens. A principal delas é o Echo, o speaker inteligente da empresa. Outro trunfo da Amazon é o Alexa, seu assistente pessoal inteligente que pode trazer novos recursos para a música.

A realidade virtual entrará na equação

A realidade virtual é uma das tecnologias que mais levantam expectativas. Experts estimam que ela movimentará US$ 30 bilhões até 2020. Com cifras nesse valor, todas as indústrias deverão ser afetadas, incluindo a da música.

Ao passo que mais hardware e software de realidade virtual chegam ao público em geral, a música estará cada vez mais presente. A boa notícia é que o mercado musical parece estar atento à tendência. Artistas como Paul McCartney, U2, Bjork, Coldplay e Deadmau5 já fizeram apostas na realidade virtual com clipes ou shows imersivos.

Mas essa é só a ponta do iceberg. Com novos formatos sendo explorados, artistas e empresários encontrarão na realidade virtual uma poderosa forma de engajar fãs. E, desta forma, conseguir fazer com que eles invistam mais dinheiro em suas bandas favoritas e evitem a pirataria por meio do streaming.

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