Pensando em sair do Facebook? Pode ser bom para sua carreira
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Foto: Istock/Getty Images
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Pensando em sair do Facebook? Pode ser bom para sua carreira

Kaluan Bernardo em 1 de dezembro de 2016

Quer um conselho para sua carreira? Saia das redes sociais. Todas, inclusive do Facebook. E não só por um tempo, para fazer um “detox”. Para sempre. Saia e não volte. Daí aproveite esse tempo para ser um melhor profissional. É o que recomenda Cal Newport, um professor de Ciências da Computação na Georgetown University, em artigo no jornal The New York Times.

“Há vários problemas com mídias sociais, da corrosão de nossa vida cívica à superficialidade cultural, mas o argumento que quero trazer é mais pragmático: você deve sair das mídias sociais porque elas podem prejudicar sua carreira”, escreve.

Veja só: Cal Newport tem 34 anos, é um millennial; escreve livros e tem um blog; além disso usa computadores o dia todo, já que é um cientista da computação. Teoricamente, deveria ser um grande usuário de redes sociais. Mas, em nome de sua carreira, ele fica bem longe delas.

Cal também é autor do livro “Deep Work: Rules for Success in a Distracted World” (“Trabalho Profundo: Regras para o Sucesso em um Mundo Distraído”, em tradução livre) e de “So Good They Can’t Ignore” (“Tão bom que eles não podem ignorar”, em tradução livre) — ambas obras que falam sobre perseguir a melhor versão de si.

Por que Facebook e outras redes sociais podem ser péssimas para nossas carreiras

Cal diz que é como se todos se sentissem obrigado a cuidar de sua imagem nas redes sociais. “É como se todo mundo com uma conta no Facebook e um smartphone agora se sentisse pressionado a tocar, sozinho e com muito stress, a sua própria operação de mídia”, comenta.

Em uma economia capitalista, o que tem valor é o que é raro e escasso. Mas o uso de mídias sociais não é nem raro nem escasso. Só o Facebook tem 1,6 bilhão de usuários. Para Cal, o que você produz lá não tem tanto valor quanto o que você poderia produzir trabalhando.

Ele defende que você, como profissional, deve procurar fazer algo que outras pessoas não consigam. E invista seu tempo e energia em ficar muito bom nisso — e não apenas marcar presença em redes sociais, colocando-se no mesmo patamar onde tantos estão.

Nesse momento, muita gente pode dizer que redes sociais não fazem mal. Outros questionarão por que não se expor a oportunidades e conexões que as redes sociais geram. Cal responde dizendo que “oportunidades e conexões úteis não são tão escassas como os defensores das mídias sociais fazem parecer”. Ele diz, por exemplo, que em sua vida profissional já recebeu mais oportunidades do que poderia aceitar, mesmo estando fora das redes sociais. “Já tenho filtros no meu site para reduzir, e não aumentar, o número de ofertas e apresentações que recebo”, diz.

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O articulista cita a famosa frase do comediante Steve Martin, que dá o nome a um de seus livros: “Seja tão bom que eles não possam te ignorar”. Se você fizer isso, diz, ele “o resto irá funcionar automaticamente, independente da quantidade de seguidores que você tem no Instagram”. O sucesso virá, quase sempre, quando se aprimorar em um ofício útil e aplicá-lo em coisas com as quais as pessoas se importam. “Ao passo em que você se torna mais valioso para o mercado de trabalho, boas coisas irão te encontrar”, defende.

Além disso, redes sociais podem te fazer mal. Lembre-se de quantas vezes você se distraiu hoje e pense no quanto a habilidade de focar está se tornando mais valiosa hoje em dia. “Mídias sociais enfraquecem essa habilidade porque foram feitas para serem viciantes”, lembra. De fato, cada notificação do Facebook ou WhatsApp serve como estímulo para o cérebro e atacam em cada pequeno fragmento de tédio.

Ele finaliza o argumento dizendo que, quando cuidamos de nossas imagens nas redes sociais, estamos drenando o tempo que investimos produzindo algo que importa para o mundo e gastando apenas em convencer que nós importamos ao mundo, “Essa última atividade é sedutora, principalmente para pessoas de minha geração que cresceram com essa mensagem, mas pode ser desastrosamente contraprodutiva”, conclui.

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