O que muda no som de um cinema para outro
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foto: iStock, Getty Images.
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O que muda no som de um cinema para outro

Kaluan Bernardo em 25 de maio de 2016

Querendo ir ver o novo filme “X-Men: Apocalipse” e aproveitar as batalhas épicas com o melhor sistema de som? Bom, é melhor escolher com cuidado. Segundo especialistas, a qualidade de som de um cinema para outro pode mudar bastante.

Há uma série de fatores, como padrão de mixagem, disposição das caixas e equalização do som que podem fazer toda a diferença na hora de assistir o filme. Afinal, para bom ouvinte, meia explosão basta.

Leia também: O que muda na imagem de um cinema para outro

Há diferenças de qualidade no som de um cinema?

Sim, muitas. A começar pelo formato. “Desde os anos 1990, o padrão que melhor se estabeleceu nas salas de exibição brasileiras foi o Dolby Digital 5.1. Embora ao longo do tempo tenham sido criados outros concorrentes, como DTS (Digital Theater System) e o SDDS (Sony Dynamic Digital Sound), o Dolby Digital foi o de melhor aceitação no mercado”, diz Ariel Henrique, técnico de mixagem no laboratório cinematográfico Cinecolor Brasil.

Há outras salas também trabalhando com o padrão mais recente da Dolby, o 7.1, e outras com um ainda mais avançado, o Atmos. A diferença, nesse último, é que o som não é mais pensado em canais, mas sim orientado a objetos.

Nos cinemas com essa tecnologia, as caixas são posicionadas de forma diferente para que os elementos sonoros não se sobreponham. “As salas partem de um projeto aprovado no qual se considera uma série de aspectos, como a geometria da sala, a potência das caixas e o tipo dos amplificadores”, garante Carlos Klachquin, consultor da Dolby. “Mesmo que o filme não tenha sido produzido em Atmos, ele tocará melhor que em uma sala convencional porque cada caixa individual foi equalizada com um sistema sofisticado, e o alinhamento dos sistemas foi garantido na hora da habilitação”, explica.

“Embora a experiência Atmos seja impactante, não podemos dizer que um formato 5.1 ou 7.1 seja de menor qualidade. São conceitos diferentes, de maior ou de menor escala, mas não de qualidade”, diz Carlos. Ariel concorda e explica que, além disso tudo, é necessário prestar atenção à prática que algumas salas têm de baixar o volume durante a exibição do filme.

É necessário também que os processadores de som sejam bons e passem por uma correta regulagem. Segundo Carlos, esses são os pontos críticos. “Se a equalização ou o processador forem ruins, os resultados podem ser tão desastrosos quanto um violino desafinado”, compara. “Há um padrão internacional de como o som deve ser regulado para que toque da mesma maneira que o editor, diretor e mixador pretenderam quando criaram o conteúdo”, afirma o consultor.

Por fim, há a acústica da sala e outros ruídos, como o do ar condicionado, que podem atrapalhar a experiência. A disposição das caixas, aquela turma de adolescentes fazendo piada, o revestimento das paredes, ou o vizinho de cadeira que come pipoca de boca aberta. Tudo isso também atrapalha a experiência e, infelizmente, não há sistema sofisticado que evite tudo isso.

E aí? Você repara em tudo isso quando vai no cinema? Tem uma sala favorita? Conta pra gente.

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