Tinder agora tem 37 opções de gênero; por que isso é importante
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Tinder agora tem 37 opções de gênero; mas por que isso é importante?

Kaluan Bernardo em 17 de novembro de 2016

Quem entrar no Tinder não precisará mais escolher apenas entre duas opções: homem ou mulher. Há diversas opções. Isso porque, fora do aplicativo, muita gente não necessariamente se reconhece apenas como um desses dois gêneros.

Agora, no campo gênero, os usuários do Tinder podem escolher entre “homem”, “mulher”, e “mais”. Nessa última opção, podem colocar o que quiser — a plataforma dará 37 sugestões diferentes.

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Entre as alternativas estão algumas como transgênero, pangênero, andrógeno, entre outras. “Toda nova pessoa na vida expande seus horizontes de alguma forma. Inclusão e aceitação conduzem essa expansão, e nós queremos que o Tinder reflita o mundo que nos circunda todos os dias”, comenta a empresa em seu blog.

No entanto, isso não quer dizer que pessoas cisgênero serão apresentadas apenas a cisgênero, e transgênero a transgênero. Por isso, além de escolher o gênero, as pessoas precisarão dizer que se identificam mais como homens ou mulheres.

A medida já está valendo em alguns países como Estados Unidos, Reino Unido e Canadá. Não há previsão para chegar no Brasil.

O Tinder não é a primeira rede social a dar um passo nessa direção. O Facebook, desde 2014, também dá dezenas de opções de gênero a seus usuários. No entanto, outros aplicativos de relacionamentos, como OKCupid, Happn e Bumble, ainda não têm essa visão.

O Tinder não abre o número de usuários que tem, logo não é possível saber precisamente quantas pessoas serão impactadas pela mudança. No entanto, sabemos que o aplicativo já foi baixado 100 milhões de vezes. Considerando que metade use ativamente a ferramenta, alguns veículos como o Times estimam que ao menos 3 milhões de pessoas usarão os novos recursos. Os benefícios, no entanto, vão muito além desse grupo e atraem atenção para a discussão sobre gêneros.

Por que a mudança é importante para o Tinder e para a comunidade transgênero

Há tempos a rede era criticada por funcionar em um sistema binário. Pessoas transgênero muitas vezes eram reportadas e banidas, simplesmente por serem quem são. Em outros casos, eram assediados por usuários, que faziam perguntas esdrúxulas. No vídeo abaixo (em inglês), muitos comentam a experiência pelas quais passaram e como veem a mudança no aplicativo.

Para chegar a esse modelo, o Tinder fez uma série de entrevistas e conversas com transgêneros. Eles também se associaram à GLAAD, uma ONG que luta por direitos LGBTQ.

“É importante para uma grande empresa como o Tinder, que têm milhões de usuários ao redor do mundo, enviar essa mensagem de que pessoas transgênero são bem-vindas na plataforma”, diz Nick Adams, executivo da GLAAD, à revista Time. “Eles [os transgêneros] são parte do nosso mundo de relacionamentos. E é só o mundo moderno no qual vivemos”, conclui.

Para além das questões LGBTQ, o Tinder já enfrentava diversas críticas. Seu CEO, Sean Rad, foi criticado por promover cultura sexual e superficial. Em entrevista à Time, ele diz que após fazer entrevistas com transgêneros, abriu sua mente e teve um entendimento maior da condição humana. “Gênero não é binário. É realmente sobre como pessoas se veem e se sentem. E nós queremos ser mais inclusivos. Eu espero que como sociedade nós sejamos mais inclusivos”, comenta.

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