O que devemos aprender com o sistema de educação da Finlândia
educação na finlândia
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O que devemos aprender com o sistema de educação da Finlândia

Pedro Katchborian em 28 de junho de 2016

O PISA (Programme for International Studant Assessment) é um estudo feito pela Organização para a Cooperação Econômica e Desenvolvimento, em que são realizados testes ao redor do mundo para saber os níveis de educação de cada país. Em todos os anos, um país sempre se destaca nas primeiras posições: atrás apenas de alguns asiáticos, o sistema de educação da Finlândia sempre está, pelo menos, nos top 15, em todos as categorias: matemática (12º), ciência (5º) e leitura (6º).

O desempenho do país europeu chama a atenção pela mudança no sistema educacional nas últimas décadas. Vendo que o Brasil derrapa e fica entre a 55ª e 60º posição no ranking — que tem apenas 65 países —, o que podemos aprender com o sistema de educação da Finlândia, que há algumas décadas estava na parte de baixo da lista?

A educação da Finlândia não tem lição de casa

No documentário Quem Vamos Invadir Agora?, de Michael Moore, o cineasta visita alguns países da Europa para mostrar o desenvolvimento educacional de alguns deles. Em sua visita a Finlândia, ele conversa com Krista Kiuru, Ministra de Educação, que logo revela o segredo da educação do país: “Não temos lição de casa”, comenta. Indignado, Michael Moore questiona a decisão e Krista explica:

Elas devem ter mais tempo para serem crianças, para serem jovens e aproveitarem a vida.

Ela afirma que crianças mais novas passam de 3 a 4 horas na escola, totalizando 20 horas semanais, incluindo a hora do recreio. A Finlândia é o país do mundo ocidental que menos tem dias tem no ano letivo.

Há 40 anos, a educação do país ficava entre a 30ª e 40ª melhor do mundo. Para ajudar a recuperar a economia da Finlândia, educadores tentaram fazer uma reforma no sistema de ensino. Além de abolir a lição de casa, outras medidas foram tomadas. Apesar das medidas terem começado há décadas, os educadores só foram descobrir como o sistema de educação da Finlândia é bem-sucedido em 2000, quando saíram os primeiros resultados do PISA, que mostraram que os finlandeses eram os melhores jovens leitores do mundo.

Como conta a Smithsoniam Mag, um dos motivos dessa melhora é o tamanho das escolas. A intenção é que os colégios sejam pequenos ao ponto dos professores conhecerem absolutamente todos os alunos que frequentam o local.

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Da mesma maneira que não há lição de casa, não existem provas, com exceção de um teste que os alunos do último ano do colegial fazem. Quem comanda as escolas a nível governamental são educadores e não políticos.

Da capital Helsinki ao campo Hämeenkoski, a ideia é que todas as escolas sigam padrões parecidos. Um aluno da zona rural, por exemplo, precisa ter um desempenho parecido com um aluno da cidade. A diferença do pior para o melhor aluno também precisa ser a menor possível.

No mesmo filme de Michael Moore, ele entrevista alguns professores e diretores de uma escola. “Queremos que eles sejam felizes“, diz o professor de matemática. Já a diretora da escola é mais direta: “quero que eles brinquem”, afirma.

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  • Gilberto da Silva

    NOSSOS POLÍTICOS NÃO TÊM Q.I. SUFICIENTE PARA ASSIMILAR TAIS INFORMAÇÕES…

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