Qual é o futuro da EAD no Brasil e no mundo?
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Foto: Istock/Getty Images
Inovação > Educação

Qual é o futuro da educação a distância?

Pedro Katchborian em 13 de junho de 2016

Em uma sociedade conectada, existem cada vez mais oportunidades de educação a distância. Também chamada de EAD, a educação a distância está presente em cursos técnicos, especializados e graduações nas mais diversas áreas.

Por fazer parte de um processo de democratização da educação, a EAD é considerada o futuro para muitos. Juan Lucca, vice-presidente de vendas para a América Latina da D2L, empresa que oferece plataformas de EAD, em entrevista a Inova.jor, disse que a educação online pode ser a salvação da América Latina.

Além da flexibilidade geográfica, os cursos via internet possibilitam mais versatilidade.  “A EAD possibilita uma flexibilidade temporal que permite, por exemplo, que alunos que trabalham em diferentes períodos possam compartilhar do mesmo curso”, diz o Prof. Waldomiro Loyolla, diretor acadêmico da Universidade Virtual do Estado de São Paulo, instituição de ensino a distância da capital paulista.

Para Loyolla, a consequência dessa quebra de barreiras de tempo e espaço da EAD é a inclusão.

Isto [a EAD] permite que o cidadão, antes fora do ensino superior, venha para a universidade e, ao mesmo tempo, a universidade vá até o aluno.

Na opinião dele, o Brasil é um país em que a educação a distância tem muito potencial. “Possuímos dimensões continentais, em que apenas 15% da população adulta concluiu o ensino superior. O uso de tecnologias de informação e comunicação possibilita uma maior inclusão e acesso ao ensino superior, expandindo a oferta de vagas em termos de número e da abrangência geográfica”, analisa.

O futuro da EAD no Brasil

No Brasil, o mercado da EAD está em expansão. Segundo o Censo 2014 da EAD BR, feito pela Associação Brasileira de Educação a Distância (ABED), em 2014 foram oferecidos 25.166 cursos, que somaram 3.868.706 novas matrículas. Desses cursos, a maior parte é de graduação, com 42%, embora também existam mestrados, doutorados e ensino fundamental baseados no EAD.

“A educação a distância tem crescido muito nos últimos anos e tende a crescer ainda mais na próxima década, pois há uma grande demanda social por educação superior”, diz Loyolla. Mesmo com números expressivos, esse tipo de ensino ainda sofre preconceito.

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Apps e plataformas virtuais ajudam no avanço da educação a distância. Foto: Istock/Getty Images

Loyolla rebate as críticas ao EAD com o aprimoramento das tecnologias interativas e do quanto elas agregam ao ferramental pedagógico convencional.

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Entre as tecnologias interativas disponíveis, Loyolla cita um laboratório de túnel de vento que pode ser utilizado por meio de simuladores e aplicativos, presente nos cursos de Engenharia da UNIVESP. Loyolla sabe que nem todas as atividades de um curso de graduação podem ser realizadas a distância, mas que para muitas já existem alternativas. “Grande parte pode ser realizada por meio de plataformas virtuais, que oferecem inclusive a possibilidade de uso de ferramentas sofisticadas para os estudos”, comenta.

Vale dizer que a legislação brasileira obriga as instituições que fornecem o EAD cumpram algumas regras. O Decreto Nº6.303, publicado em dezembro de 2007, impõe uma série de resoluções. Uma delas é a necessidade de atividades presenciais obrigatórias, que compreendem avaliação, estágios, defesa de trabalhos ou prática em laboratório que não possam ser substituídas por simuladores ou aplicativos. Ainda.

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