Rins artificiais podem mudar a realidade de quem faz hemodiálise
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Foto: Divulgação The Kidney Project
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Rins artificiais e vestíveis podem mudar a realidade de quem faz hemodiálise

Kaluan Bernardo em 3 de janeiro de 2017

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Pesquisadores estadunidenses estão desenvolvendo rins artificiais e vestíveis que podem mudar a realidade de quem faz hemodiálise. Em junho de 2016, eles fizeram uma série de testes e publicaram os resultados no JCI Insights, uma publicação médica analisada por pares acadêmicos.

Em seguida, a Administração de Comidas e Drogas (FDA, em inglês), o órgão que regula remédios e alimentos nos Estados Unidos, permitiu que os cientistas conduzissem um teste com sete pacientes no Centro Médico da Universidade de Washington.

Os pacientes ficaram 24 horas com o rim vestível. O objetivo dos médicos era avaliar a segurança e eficácia do dispositivo. Também queriam saber como os pacientes se sentiam com o equipamento. A ideia é que o tratamento possa substituir completamente as hemodiálises voltadas a pessoas com doenças em estágio final de doenças renais.

Normalmente, tratamentos de hemodiálise requerem três sessões por semana, com o paciente preso a uma máquina que não permite que ele se mova muito. O rim artificial e vestível, se funcionar completamente, dará liberdade aos pacientes para que possam viver suas vidas livremente.

Os resultados dos testes com os rins artificiais

Os resultados mostraram que o equipamento foi eficiente em limpar o sangue de produtos residuais do corpo, como ureia, creatina e fósforo, ao mesmo tempo que também removia o excesso de água e sal – funções atribuídas aos rins.

Enquanto a dieta de pacientes que fazem diálise é um tanto limitada, as pessoas que usaram o rim artificial e vestível tiveram mais liberdade. Seus eletrólitos do sangue, como sódio e potássio, ficaram estáveis durante todo o procedimento sem fazer restrições na dieta.

Por fim, os pacientes conseguiram tolerar bem o tratamento e não tiveram nenhum efeito adverso sério. O sistema circulatório sanguíneo também ficou estável em todos os casos.

No entanto, os testes precisaram ser interrompidos após o sétimo paciente ter problemas técnicos com seu dispositivo. Houve formação excessiva de bolhas de gás carbônico além de variações no fluxo sanguíneo.

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As falhas foram relatadas pelos pesquisadores, que afirmaram que irão continuar estudando para melhorar a segurança e a confiança do dispositivo. Os inventores do sistema afirmaram que o objetivo final é que o tratamento possa ser administrado independe de médicos, pelos próprios pacientes ou seus cuidadores e em suas casas.

Os estudos foram bancados pela Wearable Artificial Kidney Foundation (Fundação do Rim Artificial e Vestível, me português) e Vestível, uma ONG patrocinada pela Blood Purification Technologies (Tecnologias de Purificação do Sangue, em português).

Os pacientes reportaram grande satisfação do tratamento em relação à hemodiálise convencional.

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