Como a DeepMind pode ajudar a salvar a visão de pacientes
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Foto: Istock/Getty Images
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Como a inteligência artificial pode ajudar a salvar a visão de pacientes

Pedro Katchborian em 12 de julho de 2016

Localizado em Londres, o Moorfields Eye Hospital é uma clínica especializada em oftalmologia que pretende usar uma nova técnica para pesquisas: utilizando-se da tecnologia da DeepMind, empresa de inteligência artificial do Google, o hospital quer que o programa indique sinais precoces de doenças oculares.

Para testar se há eficácia na DeepMind, o hospital está aplicando os algoritmos da inteligência artificial em um milhão de exames de tomografia de coerência óptica (OCT na sigla inglês). O objetivo é determinar se tal algoritmo consegue identificar sinais de degeneração macular — doença que pode causar perda da visão quando não diagnosticada de maneira precoce — e de problemas de visão ocasionados pela diabetes.

Mustafa Suleyman de camisa jeans

Mustafa Suleyman, co-fundador do Google DeepMind. Foto: Divulgação

Em entrevista ao Business Insider, Mustafa Suleyman, co-fundador do DeepMind, contou mais sobre o projeto. Segundo ele, a empresa quer que a inteligência DeepMind entenda a estrutura e a natureza das tomografias dos olhos bem o suficiente para tentar prever quais pacientes possuem riscos de uma doença ocular específica.

Os algoritmos da DeepMind têm a habilidade de aprender através de treinamento sem serem explicitamente programados. “O que queremos é treinar um algoritmo para classificar um diagnóstico em potencial em uma imagem da mesma maneira que treinamos algoritmos para classificar e dizer se são cadeiras ou plantas em fotos, ou como treinamos algoritmos para irem bem em um jogo de Atari”, diz Suleyman. Ele define o projeto da seguinte maneira:

Essencialmente, o que estamos fazendo é aprender que um grupo específico de pixels tem correlação com uma consequência específica, ação ou objeto que estamos buscando.

A DeepMind espera que o uso da IA possa modificar a oftalmologia com os diagnósticos precoces. O treinamento correto pode prevenir que pessoas fiquem cegas. Segundo a empresa, 98% das condições de perda de visão ocorridas pela diabetes podem ser impedidas com a prevenção.

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Pearse Keane, oftalmologista do Moorsfields Eye Hospital, comentou sobre os benefícios da pesquisa. “Acho que o aprendizado da máquina vai permitir diagnósticos automatizados em OCT”, afirma ao Business Insider. “É realmente empolgante porque vai permitir que doenças sejam detectadas rapidamente”, conclui. As condições da pesquisa afetam milhões de pessoas ao redor do mundo. A degeneração macular relacionada a idade é a causa mais comum da cegueira no Reino Unido, segundo Keane.

DeepMind tem setor específico de saúde

Fundada em 2010 e adquirida pela Google em 2014, a DeepMind é uma empresa de inteligência artificial. A pesquisa com o hospital londrino é parte do setor de saúde da companhia, o DeepMind Health, lançado em fevereiro deste ano.

Segundo o site da empresa, a ideia é que as tecnologias da DeepMind “façam do mundo um lugar melhor ajudando em alguns dos desafios mais difíceis da sociedade“. Além da parceria com o Moorfields Eye Hospital, a DeepMind anunciou uma parceria em março de 2016 com o app Streams, para detectar insuficiência renal aguda de maneira precoce em pacientes.

Suleyman ainda contou que o Google deve firmar mais parcerias com instituições médicas em breve, já que vários médicos entraram em contato com a empresa para colaborações em potencial.

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