Tecnologia assistiva: GlassOuse é um mouse para deficientes
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Tecnologia assistiva: GlassOuse é um mouse para deficientes

Kaluan Bernardo em 15 de junho de 2016

Mais de 1 bilhão de pessoas tem algum tipo de deficiência física, segundo a Organização Mundial da Saúde, a OMS. Muitas dessas pessoas não têm mãos. E, com isso, não conseguem interagir com smartphones, computadores ou tablets. E e é isso o que a GlassOuse quer resolver com um wearable de tecnologia assistiva.

O nome GlassOuse é um combinado das palavras mouse com glass (óculos em inglês). E é exatamente isso que ele é: óculos que funcionam como mouse. Utilizando um acelerômetro, como o que há nos smartphones, o usuário pode mover o cursor com os movimentos da cabeça. Para “clicar”, basta morder uma borracha especial que é anexada aos óculos.

 

Ele é leve e pesa apenas 49 gramas. Tem sistema de alta calibragem e trabalha com nove eixos — o que significa que é bem sensível. Funciona por conexão Bluetooth e a bateria dura de sete a dez dias sem precisar de recarga. É compatível com qualquer dispositivo que rode Android, Windows, Linux ou OSX.

O dispositivo foi criado por Megnet Nemo Turker, um designer eletrônico turco, mas que mora em Shenzhen, na China. A ideia veio quando seu amigo Caner Cem Marti sofreu um acidente e se tornou paralítico. Ao perceber as dificuldades que ele — e mais milhões de pessoas — tinham para simplesmente usar um smartphone, pensou no vestível de tecnologia assistiva.

Veja no vídeo abaixo:

O projeto de tecnologia assistiva está aberto a financiamento coletivo na plataforma IndieGoGo, na qual o desenvolvedor pede US$ 10 mil e, até o dia 12 de junho, já tinha alcançado mais de US$ 15 mil. O preço para pedir um kit básico é de US$ 150 e mais US$ 30 para entregas internacionais (incluindo o Brasil).

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Se você gostou da ideia, mas não tem deficiência, pode doar para o projeto. Toda a verba arrecada por doações será feita para a fabricação de modelos que, mais tarde, serão doadas a ONGs que trabalham com deficientes.

Tecnologia assistiva em alta

Nesse mesmo ano, a Layer, uma empresa de design em Londres, na Inglaterra, criou a Go, uma cadeira de rodas que pode ser fabricada em impressoras 3D. Ela foi desenvolvida após mais de dois anos de pesquisa e seis meses de entrevistas com cadeirantes e especialistas no setor.

A ideia é ajudar as pessoas a verem as cadeiras menos como um acessório médico e mais como veículo para melhorar vidas. Para isso, desenvolveram um sistema no qual o cliente escaneia seu corpo com ajuda do smartphone. Usando a impressora 3D eles criam o dispositivo de acordo com as necessidades específicas e características como altura e peso da pessoa.

Por enquanto, o produto é apenas um protótipo que foi apresentado na Semana do Design em maio de 2016. Em breve veremos mais exemplos de tecnologia assistiva ajudando a vida das milhões de pessoas que têm deficiências físicas.

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