Microsoft está pronta para investir na indústria legal da maconha
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Microsoft pronta para investir na indústria legal da maconha nos EUA

Camila Luz em 5 de julho de 2016

A Microsoft tem um novo investimento: a indústria da maconha. A empresa fechou um negócio com a startup Kind, criadora de um aplicativo que rastreia mudas e sementes legais para a venda.

Nos Estados Unidos, mais estados estão tornando a maconha legal. Um dos maiores, a Califórnia, vai votar em novembro a aprovação do seu uso recreativo. No entanto, para o governo federal, ainda é ilegal. O mercado corporativo se mantinha afastado dessa indústria, até uma das maiores companhias apostar suas fichas.

O papel da Microsoft na parceria com a Kind será oferecer uma ferramenta que permitirá rastrear companhias que trabalham com a comercialização da cannabis. O software será usado para ajudar os estados que legalizaram o uso médico ou recreacional da maconha a manter controle sobre as vendas, assegurando que permaneçam dentro da legalidade.

O papel da Microsoft na ampliação da indústria legal da maconha

De acordo com o jornal estadunidense New York Times, apenas bancos menores estão dispostos a oferecer apoio para empresas que cultivam ou vendem maconha. A Microsoft não estará envolvida nessa parte do negócio. No entanto, sua entrada pode propiciar o início de uma infraestrutura legítima para a indústria.

“Pensamos que vai haver um crescimento significativo”, disse Kimberly Nelson, diretora executiva de soluções governamentais estaduais e locais da Microsoft ao NYT. “Conforme a indústria se regula, mais transações vão surgir, além de requerimentos e ferramentas mais sofisticadas”, explicou ela.

A Microsoft pode ajudar a indústria legal da maconha principalmente por seu trabalho ao lado do governo. A companhia não irá se envolver com a comercialização ou o cultivo. Sua função será oferecer o software desenvolvido em parceria com a Kind para governos estaduais e locais que estão tentando construir seus sistemas.

Por enquanto, a maconha é liberada em 25 estados dos EUA, e é neles que a empresa irá focar. O software estará disponível para todos os usuários do Azure Government, serviço de computação na nuvem da Microsoft voltada para governos.

Segundo Kimberly, inicialmente a Microsoft só marcará presença em conferências para funcionários do governo. Eventualmente, poderá comparecer a outros eventos relacionados à indústria da maconha, dos quais a Kind já participa.

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Leia mais: Legalização da maconha cria mercado de luxo nos EUA

O primeiro de muitos dominós a cair

David Dinenberg, fundador e chefe da Kind, disse ao NYT que tentou convencer muitas companhias a entrarem no negócio. “Toda empresa que trabalha com cannabis como nós, todos clamamos por legitimidade”, revela. “Eu gostaria de pensar que este é o primeiro de muitos dominós a cair”, afirma, se referindo ao apoio da Microsoft à indústria legal da maconha.

Este ano, o mercado legal de cannabis deve faturar US$ 6,5 bilhões. No ano passado, faturou US$ 4,8 bilhões. Caso a Califórnia aprove a medida recreativa este ano, esse valor pode subir para até US$ 25 bilhões até 2020.

“Ninguém pode prever o futuro da legalização da maconha, e está claro que a cannabis vai estar sempre sujeita a vigilância e regulações estritas similares às de álcool e tabaco”, disse David em comunicado oficial. “A Kind está orgulhosa de oferecer a governos e agências regulatórias as ferramentas e tecnologias necessárias para monitorar a adequação às regras”, finaliza.

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