Cientistas utilizam edição genética para combater superbactérias
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Foto: Istock/Getty Images
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Cientistas utilizam edição genética para combater superbactérias

Kaluan Bernardo em 23 de dezembro de 2016

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A resposta para superbactérias resistentes a antibióticos pode ser a engenharia genética. Mais especificamente, a enzima Cas-3 utilizada com a técnica CRISPR. É o que acreditam os cientistas do laboratório Locus Biosciences, nos Estados Unidos.

Há um tempo, a técnica CRISPR Cas-9 tem sido utilizada para edição genética. Ela permite que cientistas façam microcirurgias em genes, modificando uma sequência de DNA em locais exatos de um cromossomo. Ela causa uma quebra, mas que pode ser reparada.

No entanto, o CRISPR Cas-3, não só corta, como mastiga o DNA das células das bactérias, impedindo que ela possa ser reparada. Por isso, sua ação seria capaz de eliminar até mesmo superbactérias resistentes a antibióticos.

Paul Garofolo, cofundador da Locus Biosciences, compara a técnica ao game Pac-Man. “Ele vem e então mastiga o DNA alvo. Então quando o Pac-Man mastiga o cromossomo, ele mata a bactéria”, explica ao site TechCrunch.

Edição genética é um tema que levanta diversos debates éticos e morais — afinal, até que ponto podemos alterar o DNA de alguém? E até que ponto é seguro fazer isso? As enzimas conseguem apenas atacar bactérias e teoricamente são muito grandes para entrarem em células humanas e causar riscos ou entrar nesses debates, uma vez que não nos modificaria enquanto humanos.

Mas como a empresa não divulga muitos detalhes do funcionamento de sua sua tecnologia, é impossível saber se na prática o mesmo aconteceria. Para lançar a inovação, a companhia precisaria da aprovação da FDA, órgão regulatório nos Estados Unidos.

A startup está patenteando sua tecnologia e está levantando investimentos para finalizar o processo. Ela não diz quanto aporte procura, mas afirma que está negociando com fundos de investimentos tradicionais e investidores estratégicos na área de saúde.

Por que superbactérias são uma grande preocupação

A descoberta da penicilina em 1940 foi uma das mais importantes já feitas na história. Com os antibióticos, conseguimos controlar as mais diversas doenças, da gonorreia à pneumonia. Sem tais medicamentos, a nossa saúde seria muito mais frágil.

No entanto, os antibióticos estão ameaçados porque as bactérias estão se tornando resistentes a eles. As que se tornam imunes são conhecidas como superbactérias. O uso excessivo de antibióticos expõe um número maior de bactérias ao medicamento e aumenta as chances de surgir alguma resistente, que pode se espalhar e eventualmente tornar-se comum em organismos.

O Centro de Controle de Doenças dos Estados Unidos aponta que há uso excessivo de medicamentos. Segundo a organização, mais de metade dos antibióticos prescritos aos pacientes são inapropriados. Lá, já foram identificados dois pacientes com as bactérias resistentes. Por isso, teme-se a chegada das superbactérias e como lidar com elas. É nesse contexto, que a edição genética surge como alternativa.

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