Como a realidade virtual pode ser usada em terapias
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Foto: iStock/Getty Images
Inovação > Saúde

Realidade virtual: a nova arma para terapeutas

Kaluan Bernardo em 22 de abril de 2016

A realidade virtual pode ser usada como ferramenta de terapia. A tecnologia, que ganha cada vez mais espaço com dispositivos como Google Cardboard e Oculus Rift, vai muito além do mero entretenimento e pode ajudar pacientes a lidarem com traumas, estresse, ansiedade ou outras complicações psicológicas.

Ferramentas de realidade virtual podem ser usadas em métodos como a terapia cognitiva comportamental ou a terapia de exposição, conhecidas por serem efetivas no tratamento de condições como ansiedade, síndrome do pânico, fobia, estresse pós-traumático ou transtorno obsessivo compulsivo.

Um exemplo de uso de realidade virtual em terapia de exposição é colocar um veterano de guerra novamente no campo de batalha. O poder de imersão da tecnologia permite que o ex-soldado consiga lidar com as emoções do combate, mas em um ambiente seguro e controlado. Isso também pode ser aplicado a alguém que tem medo de altura e é colocado em um simulador de vôo; tem medo de animais peçonhentos e é colocado em frente a uma cobra virtual; e por aí vai.

Vantagens da terapia com realidade virtual

Apesar de a terapia de exposição ter efeitos claros, muitos pacientes com traumas acabam rejeitando-a. Um estudo de 2007, publicado na revista CyberPsychology and Behavior, com 150 pacientes, mostrou que 27% das pessoas recusaram o método. Quando eles eram apresentados à possibilidade de usarem realidade virtual, o índice caiu para apenas 3%.

Outra vantagem desse tipo de tratamento com realidade virtual é a possibilidade de não precisar apelar a medicamentos, que podem ter efeitos colaterais. Outro estudo, de 2014, mostra que a terapia com realidade virtual pode também melhorar o efeito de medicamentos – o que poderia evitar dosagens maiores.

 

A terapia com realidade virtual ainda está avançando

Mas também há algumas dificuldades nesse tipo de terapia. Um deles é que, como os dispositivos de realidade virtual até agora eram poucos e caros, as possibilidades econômicas e técnicas eram limitadas.

O cenário começa a mudar com os novos gadgets que facilitam o acesso à tecnologia. Enquanto o Oculus Rift, o mais sofisticado de todos, é vendido por US$ 600, o Cardboard do Google, que pode ser feito com papelão, é vendido na internet por preços a partir de R$ 20.

Um artigo no TechCrunch ainda ressalta que, em um futuro próximo, há a possibilidade de praticar a terapia remotamente – com o psicólogo entrando no mesmo mundo virtual que o paciente. Isso para não citar a possibilidade de contar com uma inteligência artificial, que poderia ajudar o indivíduo em momentos que o terapeuta não estiver disponível.

A terapia com realidade virtual é uma área que ainda deve crescer muito. Nos EUA, há até um Centro Médico de Realidade Virtual, com sistema específico (com direito a equipamento de som, cadeiras que mexem e um software especial) para quem tem medo de vôo.

Outras empresas, como Virtually Better, CleVr, Psious, VirtualRet e Mimerse, também desenvolvem tratamento virtual para quem tem fobias. Muitas delas se aproximam de estudos acadêmicos e algumas até desenvolvem jogos com a realidade virtual.

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