Fim do designer? Adobe cria inteligência artificial para sites
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Foto: Istock/Getty Images
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Fim do designer? Adobe cria inteligência artificial para web design

Kaluan Bernardo em 23 de março de 2017

A Adobe, empresa por trás de alguns dos maiores softwares de edição gráfica do mundo, está dando um ambicioso passo no mundo da inteligência artificial e desenvolvendo um sistema para automatizar o design na web.

Segundo reportagem da revista Fast Company, o produto ainda não tem nome, mas já está sendo testado e deverá ser disponibilizado em uma competição da empresa em breve.

O sistema utiliza o Sensei, um programa de machine learning da própria Adobe, e é integrado ao Adobe Experience Manager CMS, serviço de gerenciamento de conteúdo para site. A ideia é utilizar a inteligência artificial do reconhecimento de imagem e ajudar o designer na hora de montar o visual do site ou executar tarefas básicas, como cortar uma foto.

A Adobe não é a primeira empresa a investir nesse tipo de sistema. A Wix também tem utilizado inteligência artificial para ajudar leigos na criação de sites. Outras empresas menos conhecidas, como a Mark Maker, também trabalham nesse sentido. Mas a movimentação da Adobe, empresa responsável por softwares como Premiere, Photoshop e InDesign, é muito mais significativa pela tradição, capital e escala que tem. Com isso, muitos já questionam se o designer estaria com os dias contados.

O machine learning  da Adobe aplicado ao web design

Machine learning é um conceito que, traduzido, seria algo como aprendizado de máquina. Ele fala de uma inteligência artificial que pode se aperfeiçoar ao passo em que conhece mais dados.

A Fast Company testou um demo do sistema de machine learning da Adobe. Segundo a revista, o produto está sendo construído para ser aplicado principalmente ao web design. O software analisa, automaticamente, padrões de layout, cores, fotos e tamanho das imagens para sugerir novos elementos de design que são harmônicos. Ao reconhecer as imagens, o software ainda recomenda cortes automáticos para as fotos e lugares para posicioná-las da melhor maneira.

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“Toda marca quer personalização”, comenta Steve Hammond, diretor de produto da Adobe Marketing Cloud, à revista. “Eles querem fazer conteúdo relevante para indivíduos e audiências, mas ao passo em que você expande a audiência para a qual está criando conteúdo, você enfrenta dois desafios: como criar variações do conteúdo, e como criar imagens para eles?”, questiona.

Segundo o executivo, a inteligência artificial vem para resolver ambos os desafios ao trabalhar com personalização, um dos chamarizes do software. O layout pode se adaptar automaticamente de acordo com a necessidade da pessoa que estiver visitando a página.

Em um site de comida, por exemplo, o software pode esconder automaticamente receitas com glúten para leitores que são intolerantes. Ou pode priorizar receitas sem carne para aquele que for vegetariano.

Há limites, é claro. O sistema não é capaz de fazer mudanças drásticas no design da página para cada leitor, mas pode priorizar quais fotos e quais textos terão mais destacados para cada grupo de pessoas.

A ferramenta ainda tem muitos limitações e não há porque pensar que designers serão substituídos em um breve futuro. A ideia proposta pela Adobe é mais voltada a facilitar o trabalho do profissional com sugestões. Mas a personalização e a visão geral do conceito ainda é um trabalho feito e garantido por pessoas.

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