DinDin: app que ajuda você a cobrar e pagar amigos facilmente
dindin
Foto: Istock/Getty Images
Inovação > Tecnologia

DinDin: app que ajuda você a cobrar e pagar amigos facilmente

Kaluan Bernardo em 8 de dezembro de 2016

Imagine que você precise cobrar seu amigo por algo simples, como a quadra de futebol que alugou no final de semana, ou pelo presente que vocês compraram juntos para um aniversariante. Muitas vezes, a cobrança gera uma situação tão inconveniente que as pessoas acabam deixando de lado. E é isso o que o aplicativo DinDin quer resolver.

Lançado no final de novembro, o serviço permite que qualquer um cobre qualquer outro pelo aplicativo. Se alguém te deve R$ 50, basta enviar a notificação para a pessoa. Pelo cartão de crédito, em poucos cliques, ela te transferirá o dinheiro. “Nós partimos da premissa de que, ao longo da semana, todos são um pouco credores e um pouco devedores”, explica Stéphanie Fleury Rassi, CEO da companhia.

Dindin

Foto: Divulgação

Como funciona por cartão de crédito, para que a pessoa que recebeu tenha acesso ao dinheiro, são necessários 30 dias. Feito isso, ela pode deixar o valor dentro do aplicativo para pagar outras contas ou pode sacar para sua conta — o que leva mais dois dias úteis.

Stephanie explica que o prazo de 30 dias faz parte de um conjunto de esforços para poder reduzir possíveis fraudes. Mas eles estão estudando a possibilidade de diminuir o prazo — apesar de que,  segundo ela, os usuários não se incomodam com isso.

Sempre que uma transferência for feita será cobrado 3,9%, que servem para a companhia bancar os custos e taxas, além de ter seu lucro. Se você transferir o dinheiro que já havia recebido de alguém e, portanto, já estava no serviço, não paga nada. Eles também devem, no futuro, permitir colocar dinheiro no aplicativo e deixar lá até precisar pagar alguém — como se fosse um cartão pré-pago.

Outro recurso curioso do serviço é a timeline. Nela, você vê quem pagou algo a alguém. É possível ver a “timeline global”, que exibe o que desconhecidos pagaram a desconhecidos ou ainda a de “timeline de amigos”, na qual você vê as transações feitas entre seus conhecidos. Os valores nunca são revelados e, se desejar, é possível configurar para não aparecer nessa linha do tempo. “As pessoas são curiosas, elas gostam de ficar vendo o que uma pagou a outra. Além disso, a ferramenta traz credibilidade para o aplicativo — afinal você vê que vários estão usando”, comenta.

Para usar o serviço, o indivíduo precisa fornecer dados de seu cartão de crédito, de sua conta bancária e seu CPF. “Pra receber o dinheiro de alguém por Doc você não precisaria passar CPF, conta, banco etc? Hoje você só passa seus dados pra gente e depois não precisa mais”, diz. Ela acredita que as pessoas não veem problema em passarem esse tipo de informações porque isso se traduz em mais segurança para elas. “Temos mais de dez sistemas cruzando informações para garantir a veracidade nas transações”, garante.

Como nasceu a DinDin e a ideia de pagar amigos

O serviço nasceu de uma viagem de Stephanie à Nova York, quando conheceu sua sócia, Juliana Furtado Hadad. Dona de uma agência de turismo, Stephanie estava nos Estados Unidos levando uma turma para aproveitar o Hallowen; e Juliana morava na cidade porque estava estudando na New York University.

LEIA MAIS
Bancos franceses querem impedir fraude em cartão de crédito com tecnologia
LEIA MAIS
Startups que podem mudar os cartões de crédito e débito

Quando foram dividir o Uber, Juliana disse para Stephanie pagá-la pelo Venmo, um aplicativo com o mesmo intuito e que, só em 2014, movimentou mais de US$ 2,4 bilhões nos EUA. A empresária ficou chocada pela praticidade do app e, quando voltou ao Brasil, tentou procurar alguém que fizesse o mesmo. Encontrou serviços como o PicPay e PayPal, mas nada com a mesma proposta de amigos pagarem contas simples entre si. Chamou Juliana e resolveram empreenderem juntas.

Foi um ano entre a ideia e o lançamento do aplicativo. Hoje, com escritório em São Paulo e sete funcionários, as empreendedoras têm investimento próprio na empresa, mas estão procurando por recursos externos. Elas têm um longo caminho no cenário das startups de tecnologia financeira, as fintechs — considerado um dos maiores ecossistemas de empreendedorismo da América Latina. “Quanto mais empresas de fintech darem certo, melhor será porque a ideia será difundida e mais os negócios poderão prosperar”, aposta.

Gostou deste post? Que tal compartilhar:
Últimos
Trend Tags
Array ( [0] => 237 [1] => 205 [2] => 97 [3] => 76 [4] => 222 [5] => 157 [6] => 276 [7] => 12 [8] => 249 [9] => 94 [10] => 267 [11] => 68 [12] => 16 [13] => 115 [14] => 186 [15] => 17 [16] => 173 [17] => 175 [18] => 238 [19] => 62 [20] => 92 [21] => 236 [22] => 25 [23] => 153 [24] => 125 )
Vídeos
Copyright © 2016 Free the Essence