Carol, a inteligência artificial sendo desenvolvida no Brasil
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Inovação > Tecnologia

Conheça a Carol, a inteligência artificial Made In Brazil

Kaluan Bernardo em 20 de julho de 2017

Siri, Alexa, Cortana e Watson são os nomes de algumas das inteligências artificiais que estão, cada vez mais, presentes no nosso dia a dia. Mas, em breve, um nome um pouco mais conhecido poderá estar em escolas, hospitais e varejistas brasileiros. Estamos falando da Carol, inteligência artificial desenvolvida pela Totvs, uma das principais empresas de tecnologia do país.

O projeto da Carol começou em 2015, quando a companhia identificou que algoritmos e dados passariam a dominar todos os setores. “Observamos, principalmente em nosso escritório no Vale do Silício, como diversas indústrias estavam usando os dados e provocando rupturas em mercados com players dominantes”, comenta Vicente Goetten, diretor executivo da Totvs Labs, braço de desenvolvimento de soluções da corporação.

A ideia é que a Carol seja uma solução de inteligência artificial disponível aos mais diferentes tipos de empresa – dos pequenos aos grandes.

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A inovação tem que ser para todos. Queremos que todos, desde vendedores de açaí até universidades e hospitais, possam usar inteligência artificial”, comenta.

Em uma universidade, por exemplo, a tecnologia pode ser usada para que os gestores consigam identificar alunos com maiores chances de desistir do curso e planejem algum plano de retenção. Para o pequeno vendedor, o sistema pode ajudá-lo a controlar o estoque. Já em um hospital pode ajudar médicos e pesquisadores organizarem os dados sobre pacientes. Tudo isso feito pela mesma inteligência artificial, a da Carol, que aprende e se aprimora conforme recebe mais dados.

A Carol deverá ser lançada oficialmente em novembro de 2017. Mas já está rodando em testes com alguns clientes da Totvs.

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Embora o serviço seja voltado para empresas, o consumidor final pode ser diretamente impactado pela tecnologia – seja tendo acesso a serviços melhores e mais baratos ou interagindo com assistentes virtuais em aplicativos que utilizam a inteligência artificial.

A ideia, segundo Vicente, é oferecer uma série de serviços que sejam alimentados pela Carol. A tecnologia pode ser utilizada em qualquer segmento de mercado e personalizada para atender os mais diversos problemas – desde que a necessidade seja compartilhada por diferentes empresas.

É por isso que a Carol é desenvolvida como uma API aberta – o que significa que outros desenvolvedores e empresas podem criar suas próprias soluções a partir da tecnologia disponibilizada pela Totvs.

Carol, inteligência artificial

Precificação Foto: Divulgação

Apesar de ser desenvolvido por uma empresa brasileira, o sistema vem para brigar de frente com empresas globais, como Salesforce e IBM. “Esses concorrentes têm características que admiramos, mas também têm as que não gostamos. Nós quisemos fazer algo diferente, de trazer a solução, sem precisar que o cliente precise sair do zero. Ele necessita de soluções já desenvolvidas”, comenta Vicente.

Para isso, a empresa apostou no design. “Somos muito centrados na experiência do usuário. Há um processo de empatia com o leigo que vai usar aquilo e lidar com aqueles dados”, comenta Vicente. Em alguns casos há assistentes que ensinam o passo a passo para usar cada ferramenta.

Carol, inteligência artificial

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O mercado de inteligência artificial no Brasil

Vicente reconhece que há grandes desafios em impulsionar a inteligência artificial no mercado brasileiro. “Alguns setores são muito céticos em relação a adoção de novas tecnologias. Alguns relutam na adoção de computação em nuvem, que é essencial para o desenvolvimento da inteligência artificial”, comenta.

Além disso, ele julga que é difícil encontrar talentos orientados a dados no país. Por isso, muitas vezes, eles recrutam cientistas de dados e engenheiros que estão na academia e os treinam para o mercado.

Por outro lado, reconhece que a grande quantidade de problemas a serem resolvidos no país é uma oportunidade para quem trabalha com inteligência artificial. Ele cita como exemplo a evasão das universidades, que em alguns casos chega a mais de 50%. “É um problema muito nobre a ser resolvido – e com o qual a tecnologia pode fazer a diferença”, comenta.

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