Carro da Tesla deve ser “10 vezes mais seguro do que veículo normal”
Novo Carro da Tesla
O Model 3, novo carro da Tesla. Foto: Reprodução
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Carro da Tesla deve ser 10 vezes mais seguro do que veículo convencional

Pedro Katchborian em 20 de março de 2017

Entre tantas mudanças que os carros autônomos devem provocar em nossa vida, uma delas costuma ser pouco discutida: a segurança. Especialistas já previam que o carro que se dirige sozinho seria bem mais confiável do que um veículo nas mãos de um ser humano, mas o analista Adam Jonas, da empresa , surpreendeu em suas declarações. Ele afirmou que o Model 3, novo carro da Tesla, é cerca de “10 vezes mais seguro do que o carro convencional“. Ele disse:

Nós achamos que o Model 3 vai ter um hardware e software que irá fornecer um nível de segurança maior que todos os carros à venda hoje e pode, se a empresa atingir o seu objetivo, ser 10 vezes mais seguro do que um carro comum na rua.

Mas o que o Model 3 da Tesla deve ter de tão diferente? Segundo os testes, ferramentas como a automação e a prevenção de colisão e freio automático emergencial devem ser aprimoradas. “Para deixar claro, estamos falando de direção autônoma (e não de carros totalmente autônomos), em que o motorista tem a obrigação legal de ficar com as mãos no volante em todos os tempos. O motorista é ainda humano…Mas com uma assistência superhumana”, afirma Jones.

Uma das principais diferenças do Model 3 para a primeira geração dos carros da Tesla é a câmera com ângulo de 360º e sensores ultrassônicos com melhor alcance — tudo com a promessa de mais eficiência. A empresa ainda não divulgou uma data específica de lançamento do carro, mas espera-se que ele esteja disponível para os consumidores até o final de 2017.

Problemas com segurança em carro da Tesla

Enquanto Adam afirma que o sistema autônomo pode tornar o carro 10 vezes mais seguro do que outros veículos, há quem aponte a segurança o principal desafio dos carros autônomos.

Em setembro de 2016, a Tesla passou por apuros com o carro Tesla S. Pesquisadores de uma empresa chinesa revelaram que, via Wi-Fi, tinha tido acesso a todo o sistema de direção, conseguindo inclusive acionar os freios de maneira remota.

Na época, a Tesla reagiu rapidamente e afirmou que corrigiu os bugs: atualizou os sistemas dos veículos pela internet 10 dias após tomar conhecimento dos problemas, sem a necessidade de fazer um recall ou algo do tipo.

Aliás, a Tesla não é a única empresa preocupada com possíveis ataques. Em 2015, a Fiat fez um recall de mais de 1,4 milhões de veículos que tinham vulnerabilidade no sistema.

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Rob Toews, do TechCrunch, afirmou que a cibersegurança é o principal problema. “A ameaça aos ciberataques automotivos vai aumentar quando a sociedade começar a mudar para os veículos autônomos”, diz. “Antes da popularização dos carros autônomos, o ataque aos carros já é um medo real: em 2014, mais de metade dos carros nos Estados Unidos estavam conectados à internet”, afirma.

Sabendo dessas ameaças, estão surgindo empresas especializadas na segurança dos carros autônomos. Uma delas é a Argus Cyber Security, que levantou US$ 26 milhões de investimento em 2014.

Yoni Heilbronn, da Argus, afirma para o TechCrunch. “Um ataque poderia acontecer amanhã“, afirma. As capacidades de hackear estão aí. As vulnerabilidades estão aí. Eu acho que os ataques realmente irão ocorrer a não ser que levemos a ameaça à sério”, completa.

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