China constrói maior radiotelescópio do mundo para procurar ETs
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Foto: Reprodução/FAST
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China constrói maior telescópio do mundo para procurar por ETs

Pedro Katchborian em 24 de julho de 2016

Seja para encontrar simpáticos e pequenos seres como em “ET – O Extraterrestre” ou acabar esbarrando em alienígenas babões e fatais como em “Alien”, a China está à frente quando o assunto é busca por ETs. Em julho de 2016, o país terminou a construção do maior radiotelescópio do mundo na província de Guizhou.

Chamado de Five-hundred-meter Aperture Spherical Telescope, ou simplesmente FAST, o equipamento demorou cinco anos para ser construído e custou US$ 180 milhões, sendo que os planos iniciais de construção começaram em 1994. O que chama a atenção é o tamanho dos seus refletores: são 4.450 painéis que cobrem uma área equivalente a de 30 campos de futebol.

A operação começa em setembro e a busca principal é por vida extraterrestre, mas não se espera que o FAST faça contato com monstros verdes cabeçudos tão cedo. Durante os primeiros anos de operação, o telescópio vai sofrer ajustes e servir como ferramenta de pesquisa para cientistas da China. Depois, ficará disponível para estudiosos de todos os países.

A missão do telescópio é detectar ondas gravitacionais ou até aminoácidos que possam confirmar a existência de ETs em outros planetas. Sua eficiência é tão grande que nove mil pessoas terão que se mudar no raio de cinco quilômetros do FAST, para garantir que não haja nenhuma interferência.

ETs: as novidades sobre as buscas

Além do radiotelescópio gigante, outras novidades envolvendo a procura por alienígenas chegaram em 2016. Antes de tudo, vale lembrar que há uma estimativa que existam 40 bilhões de planetas parecidos com a Terra apenas na nossa galáxia, fato que é considerado pelos cientistas uma possível evidência da existência dos ETs.

O problema é que, segundo Nathalie Cabrol, diretora do SETI, instituto de pesquisa que também procura por vida extraterrestre, não estamos procurando da maneira correta. “Para achar os ETs, devemos abrir nossas mentes além de uma perspectiva da Terra, expandir nossos métodos de pesquisa e criar novas ferramentas”, disse em comunicado no começo de julho de 2016. “A vida inteligente pode ser abundante no universo, mas pode ser muito diferente de nós, baseado no que sabemos da evolução da vida e do ambiente”, conclui.

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Segundo Cabrol, não devemos pensar que vamos achar ETs que parecem conosco. “Só estamos procurando outras versões de nós mesmos”, explica. Ela diz que, comparado ao resto da vida em nosso próprio planeta, nós somos a minoria.

Além disso, podemos não estar fazendo contato da maneira correta. O radiotelescópio da China, por exemplo, pode ser inútil, já que existe a possibilidade de que a vida alienígena não possa se comunicar por ondas de rádio. Ou seja, podemos estar perdendo outro sinal que eles estão tentando mandar. “A maioria das espécies de alienígenas provavelmente desenvolveu formas de comunicação completamente irreconhecíveis para nós”, conclui.

Para melhorar esse cenário, Cabrol propõe novos grupos de busca por alienígenas, com a possibilidade da criação de um instituto virtual para achar os alienígenas. “O fato é que embarcamos nessa jornada apenas algumas décadas atrás e aplicamos pouquíssimas ferramentas e estratégias para detectar ETs”, conclui.

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