Cientistas estão cada vez mais perto de criar tecnologia de holograma
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Foto: Istock/Getty Images
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Cientistas estão cada vez mais perto de criar tecnologia de holograma

Pedro Katchborian em 31 de janeiro de 2017

“Ajude-me, Obi-Wan Kenobi. Você é a minha única esperança”: a mensagem de Princesa Leia no filme “Episódio VI – Uma Nova Esperança”, de Star Wars, é um dos momentos mais marcantes da saga. Na cena, a personagem de Carrie Fisher usa o droide R2-D2 para gravar o recado, que posteriormente é visto em forma de holograma por Luke Skywalker. Até então restrito a ficção científica, a projeção de holograma vista em Star Wars está perto de virar realidade.

Star Wars

Foto: Reprodução

Um time de físicos da Australian National University (ANU) está trabalhando para criar imagens holográficas de alta qualidade, utilizando um material feito de milhões de pilares de silício, cada um 500 vezes mais fino que o cabelo humano.

A relação com Star Wars é óbvia até para os autores da pesquisa, que também se inspiraram nos longas para a pesquisa. “Quando criança eu aprendi o conceito de imagem holográfica de filmes do Star Wars”, disse Lei Wang, um dos co-autores do estudo. “É muito legal trabalhar em uma invenção que usa princípios de holografia mostrados naqueles filmes”, completa.

Sergey Kruk, líder do projeto, disse que cada pilar captura os detalhes de luz direcionados a ele — hologramas lidam com a luz de uma maneira complexa. “Se você comparar isso a imagens convencionais e monitores de computador, eles produzem apenas uma porção da informação, basicamente somente a intensidade da luz e apenas em duas dimensões”, afirmou Kruk.

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Mas como isso poderia estar ao nosso alcance? A tecnologia poderia ser utilizada em smartphones. “Componentes convencionais como lentes e prismas são volumosos e pesados”, afirma. A ideia é que a tecnologia possibilite diminuir o tamanho das câmeras dos smartphones, além de interferir em tecnologias espaciais, diminuindo o tamanho e o peso de sistemas ópticos complexos para satélites.

A história do holograma

O longa “Uma Nova Esperança” é de 1977, mas o conceito de holograma existe desde 1948. Foi neste ano que o húngaro Dennis Gabor, vencedor do Prêmio Nobel da Física em 1971, começou a criar a teoria. Apesar de estar no imaginário popular como uma possível forma de visualização, a ciência sempre encarou o seu uso de diferentes maneiras. A física sempre considerou a inovação para análise de materiais e de armazenamento de dados.

Um dos principais impeditivos na criação do holograma é a necessidade de uma quantidade gigantesca de dados para projetar a imagem em três dimensões. Enquanto o aparelho criado pela ANU ainda não gera hologramas, ele já é capaz de armazenar todos os dados necessários para a projeção — por isso o estudo tem sido encarado como revolucionário pela comunidade científica.

Você deve lembrar de alguns casos em que o holograma virou notícia, como quando um Tupac Shakur virtual se “apresentou” com Snoop Dogg no Coachella de 2012. Na verdade, a tecnologia utilizada não era uma holografia — longe disso. No caso de Tupac e de diversos truques de mágica e apresentações em parques de diversão, a técnica utilizada é chamada de Fantasma de Pepper. A técnica consiste em utilizar placas de vidro, iluminação especial e alguns ângulos específicos para fazer objetos que aparentam desaparecer, surgir ou até se transformar em outros.

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