Tecnologia permitirá o controle de vários drones com a mente
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Foto: Istock/Getty Images
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Tecnologia permitirá controlar vários drones ao mesmo tempo com a mente

Pedro Katchborian em 30 de agosto de 2016

Se drones já são vistos como futuristas por conta própria, imagine vários drones controlados com o poder da mente ao mesmo tempo por uma só pessoa. Pois é o que quer o cientista Panagiotis Artemiadis. O pesquisador da Arizona State University está desenvolvendo a tecnologia para controlar não um, mas vários quadricópteros com a mente.

Para isso, a equipe de cientistas criou um capacete que se conecta ao cérebro com 128 eletrodos. O aparelho grava a atividade cerebral e converte os pensamentos em movimentos que os drones conseguem entender. Como mostra o vídeo feito pela universidade, os eletrodos captam os sinais cerebrais, que são mandados para um computador e então processados. Depois, outro computador envia esses sinais por bluetooth para os drones. Assista ao vídeo:

“Você não pode fazer isso com um joytick”, diz Artemiadis. “Você não pode fazer algo coletivamente. Se você quer que um drone guarde uma área e outro sobrevoe ao redor só com o joystick isso não é possível”, explica.

O cientista diz que a grande descoberta para o desenvolvimento do equipamento foi a percepção de como o cérebro se importa com outros fatores. “O que eu não sabia é que o cérebro se preocupa com coisas que não estamos fazendo. Fiquei surpreso em como o cérebro consegue se adaptar”, afirma.

Segundo Artemiadis, é possível controlar até quatro drones ao mesmo tempo com o equipamento, mas a intenção é que esse número aumento no futuro. Em artigo da Arizona State University, o cientista diz que trabalha em interfaces neurais (relação entre cérebro e robôs) desde 2009. “Durante as últimas duas ou três décadas aconteceram muitas pesquisas que envolvem o controle de uma máquina com a mente, mas não de várias”, conta.

Interfaces neurais além dos drones

Os avanços no campo da relação cérebro-máquina vão além da pesquisa da Arizona State. A Darpa, organização do exército americano que realiza pesquisas científicas e tecnológicas, revelou em fevereiro de 2016 um novo projeto que permite o controle de máquinas com o cérebro.

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O grande destaque da inovação da DARPA é que essa interface neural poderia ser feita com um chip inserido no cérebro. A pesquisa foi feita em parceria com a Universidade de Melbourne e chama a atenção pela técnica pouco invasiva: o implante poderia ser colocado pelo pescoço.

O implante é chamado de “stentrode” e tem como objetivo que pessoas controlem computadores, cadeiras de roda e próteses pelo pensamento. A expectativa é que esse equipamento esteja disponível em até uma década.

Além do controle de máquinas, o equipamento poderia ser usado para o monitoramento de sinais cerebrais, o que poderia ajudar pessoas com epilepsia, antecipando casos de convulsão. Segundo os cientistas da Universidade de Melbourne, os testes em animais foram bem-sucedidos.

Diz Terry O’Brien, um dos cientistas líderes na pesquisa:

A grande inovação é que agora nós temos um dispositivo de interface cérebro-computador minimamente invasivo que possivelmente prático para uso no longo prazo.

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