Drones entregam sangue a hospitais de Ruanda de forma rápida e barata
drones
Foto: Istock/Getty Images
Inovação > Tecnologia

Drones entregam sangue a hospitais de Ruanda de forma rápida e barata

Camila Luz em 25 de outubro de 2016

Drones estão percorrendo o céu de Ruanda para levar sangue, plasma e coagulantes a hospitais localizados em regiões remotas. Eles soltam pequenos pacotes anexados a paraquedas sem precisar pousar nos locais. Assim, o processo de entrega é agilizado.

O objetivo principal é levar medicamentos para hospitais de difícil acesso por terra. Na parte ocidental do país, estradas com pouca infraestrutura dificultam o transporte rápido, geralmente feito por motocicletas. A substituição pelos drones será a forma de garantir que centros de saúde sejam munidos dos materiais que precisam e que seus pacientes sejam atendidos o mais rápido possível.

As primeiras entregas começaram em outubro deste ano e o objetivo é atingir sete milhões de pessoas.

Como funcionam os drones em Ruanda

Os drones usados nos testes são feitos pela startup do Vale do Silício Zipline. A empresa anunciou a parceria com o governo ruandês no começo deste ano e desde então tem feito testes em um centro de distribuição na região de Muhanga.

O centro abriga 15 drones conhecidos como “Zips”, que podem voar até 150 km, ida e volta. Hospitais podem encomendar sangue via mensagem de texto e receber o suprimento em 15 minutos, em média, eliminando a necessidade de refrigeração a bordo ou isolamento.

LEIA MAIS
Tecnologia permitirá controlar vários drones ao mesmo tempo com a mente

As aeronaves são alimentadas por baterias de longa duração e se orientam através de um GPS. Sua localização é controlada pela base por meio de informações enviadas pelos drones pela internet. O controle de tráfego aéreo de Ruanda também é constantemente atualizado sobre o trajeto.

A Zipline será paga por entrega e a operação não custará mais ao governo de Ruanda. Segundo o site da BBC, o custo é o mesmo de outros métodos de delivery, como bicicleta ou ambulância.

O diferencial da Zipline

Empresas como a própria Amazon já testaram o sistema de entregas por drones. Mas o método desenvolvido pela Zipline tem a vantagem de não tocar o solo na hora da entrega.  “Isso evita o risco das encomendas ficarem no caminho de hélices [e serem destruídas]”, disse Ravi Vaidyanathan, do Imperial College London, à BBC.

Enquanto não há perspectiva de um avião caindo do céu ou de um pacote caindo no lugar errado, soa como um ambiente positivo para começar as entregas de drones.

A principal preocupação diz respeito à percepção dos habitantes, que podem confundir os drones com aeronaves usadas para fins militares. No entanto, o governo do país afirmou que não há intenção de usá-los em operações desse fim.

O futuro é dos drones

No futuro próximo, a Zipline pretende possibilitar também a entrega de vacinas e remédios. Além disso, o uso de drones não será restrito a Ruanda. Em 2017, a startup deverá por em prática um projeto para utilizá-los em regiões rurais e  remotas dos Estados Unidos, nos estados de Maryland, Nevada e Washington.

O leste africano também deverá se beneficiar da entrega por drones no futuro. “A incapacidade de fornecer medicamentos que salvam vidas para as pessoas que deles necessitam provoca milhões de mortes evitáveis a cada ano em todo o mundo”, disse o CEO da Zipline, Keller Rinaudo, ao site Tree Hugger. “Nós construímos um sistema de entrega imediato para o mundo, permitindo que a medicina possa ser entregue sob demanda e a baixo custo, em qualquer lugar”, finalizou.

Gostou deste post? Que tal compartilhar:
Últimos
Trend Tags
Array ( [0] => 76 [1] => 222 [2] => 237 [3] => 115 [4] => 17 [5] => 238 [6] => 92 [7] => 125 [8] => 173 [9] => 16 [10] => 276 [11] => 25 [12] => 66 [13] => 67 [14] => 157 [15] => 62 [16] => 153 [17] => 127 [18] => 12 [19] => 19 [20] => 187 [21] => 69 [22] => 154 [23] => 175 )
Vídeos
Copyright © 2016 Free the Essence