Drones de vigilância pessoal colocam a privacidade em xeque
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Foto: Divulgação
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Drones de vigilância pessoal colocam a privacidade em xeque

Kaluan Bernardo em 3 de novembro de 2016

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O vídeo abaixo não é o trailer de “Black Mirror”ou de uma nova ficção científica distópico, é o anúncio de um drone de vigilância residencial anunciado em novembro de 2016. Assista:

O produto, anunciado pela Sunflower Labs, usa o conceito de Internet das Coisas para trazer segurança à sua casa. Pequenas luminárias no jardim identificam quando alguém desconhecido entra na sua casa.

Cada luminária tem mais de 12 sensores. Eles analisam, em tempo real, cada vibração, movimento e som que está passando pelo seu quintal. Conseguem identificar e reconhecer quando é um carro, um animal ou uma pessoa. E se o visitante for um ser humano não identificado pelo sistema, ele enviará um drone para vigiá-lo. É, pensando bem, podia ser um episódio de “Black Mirror”.

O equipamento funciona no piloto automático e não precisa ser controlado. Ele enviará as imagens diretamente para seu smartphone ou tablet por meio de um app. Se for alguém desconhecido, basta avisar o sistema. A empresa não diz o que acontece em seguida, mas é possível que o próprio programa acione a polícia ou alarmes.

O drone e as luminárias serão lançados em 2017. Eles estão em pré-venda e custarão US$ 100. Quem quiser reservar o seu deve pagar mais US$ 25.

A empresa tem sócios experientes do Vale do Silício — muitos deles trabalharam no Evernote —, e investimento da General Catalyst, uma venture capital com investimentos no Airbnb, Snapchat, Stripe entre outros.

Em um texto promocional, os fundadores dizem que a ideia é reduzir a ansiedade e a complexidade dos sistemas de segurança tradicional. Em um alarme convencional, mais de 95% dos alertas emitidos à polícia são falsos — fazendo com que muitas vezes sejam ignorados.

Os limites da segurança e da vigilância

O produto não é o primeiro do tipo. Em agosto, uma outra startup chamada Aptonomy lançou uma linha de “drones guarda-costas”. Eles também são capazes de voarem sozinhos e vigiar determinada região. Se identificarem uma atividade suspeita, mandam imagens para seus donos, jogam luz nos suspeitos e ligam alto-falantes alertando risco.

Apesar da proposta dos produtos ser segurança, ela levanta questões sobre a privacidade. Como garantir que os drones vigiarão apenas onde devem vigiar e que não constrangerão pessoas dentro de seu direito de ir e vir?

A preocupação com a privacidade levou a Suécia a restringir o uso de drones. A Suprema Corte do país hoje considera a tecnologia como equipamento de vigilância. A partir de agora, para opera um, será necessário pedir uma licença específica. Cada caso será analisado individualmente para averiguar qual a finalidade do proprietário.

Suecos reagiram à medida afirmando que mais de 5 mil empregos ficaram em risco, pois a medida é restritiva demais. Nem mesmo jornalistas têm exceções. O site da britânica BBC considerou a medida “um grande golpe” para a indústria de fotografia e de drones.

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