5 tendências que mudarão o futuro da tecnologia segundo a IBM
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Tecnologia de laboratório em um chip Foto: Divulgação
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5 tendências que mudarão o futuro da tecnologia segundo a IBM

Kaluan Bernardo em 18 de janeiro de 2017

Todo ano a IBM reúne pensadores dos mais variados países para (tentar) prever como a tecnologia mudará nos próximos cinco anos. É o que eles chamam de IBM 5 em 5. Em 2017, a empresa conversou com 3 mil pesquisadores de 12 laboratórios do mundo todo para fazer suas apostas em relação a 2022.

“A IBM Research começou a conversa 5 em 5 uma década atrás como forma de estimular interesse e discussão em torno de algumas das disrupções mais empolgantes que estão vindo de nossos laboratórios”, comenta Arvind Krishna, vice presidente e diretor da IBM Research, o braço de pesquisa da empresa, em comunicado.

Observando as apostas anteriores da IBM, é possível ver que nem sempre a empresa acerta em suas previsões. Em 2013, por exemplo, dizia que, em 2018, computadores teriam olfato, que as vendas locais ultrapassariam as online e que teríamos um guardião digital nos protegendo na internet. Ainda falta um ano para vermos isso concretizar, mas não há muitos sinais de que chegaremos lá tão cedo.

Por outro lado, eles também chegam perto muitas vezes. No mesmo ano disseram que as cidades se tornariam mais inteligentes com a internet das coisas; que os cientistas saberiam alterar o DNA para manter nossa saúde; que os computadores nos ouviriam melhor; e que a tecnologia nos ajudaria a nos alimentarmos bem. Essas são algumas tendências que parecem mais próximas da nossa realidade.

E essas são as apostas da IBM para o futuro da tecnologia

A inteligência artificial conseguirá nos ajudar melhor na saúde mental

Em cinco anos, o que dizemos e escrevemos serão entendidos como indicadores sobre nossa saúde tanto física quanto mental. A inteligência artificial será capaz de entender padrões em nossa linguagem e, com isso, identificar o que está certo e o que está errado conosco. Em alguns casos, a tecnologia poderá até mesmo prever uma doença antes de ela se manifestar.

Hoje, um a cada cinco adultos estadunidenses sofre com alguma doença psiquiátrica ou neurodegenerativa, como depressão, transtorno bipolar ou esquizofrenia. Metade deles não procura tratamentos — algo que poderá mudar com a tecnologia. A IBM estima que o custo global com cuidados em relação à saúde mental em 2030 será de US$ 6 trilhões.

Teremos supervisão

Em cinco anos, novas tecnologias aliadas à inteligência artificial nos permitirão enxergar muito além da luz comum e perceber novas bandas do espectro eletromagnético. Hoje enxergamos apenas 0,1% desses espectro.

Os dispositivos que permitirão isso acontecer serão portáveis, acessíveis e baratos, segundo a IBM. A mudança nos permitirá ver enquanto dirigimos na névoa, ver se um remédio é falso ou se um alimento é seguro.

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Poderemos entender a complexidade da Terra em detalhes infinitos

Algoritmos de learning machine e softwares específicos nos ajudarão a organizar informações sobre o mundo físico e transformar os dados coletados por bilhões de dispositivos em inteligência. A IBM chama esse fenômeno de “macroscópio”.

Hoje já geramos e coletamos muitos dados sobre o planeta, mas eles são mal organizados. Com a inteligência artificial em jogo, essas informações nos ajudarão a gerir melhor recursos como alimentos, água e energia.

Laboratórios médicos funcionarão dentro de um chip

Em 2022 os chips substituirão a maioria dos serviços oferecidos em laboratórios médicos. Com a nanotecnologia, descobriremos facilmente e precisamente o que há de errado no nosso corpo e como tratar.

Os testes serão não invasivos e as informações coletadas poderão ser usadas para que dispositivos conectados à internet das coisas nos ajudem a melhorar nossa saúde, ajudando a dormir e se alimentar melhor de acordo com a necessidade detectada no corpo.

Sensores inteligentes identificarão poluição instantaneamente

Novos sensores, mais baratos e potentes, ligados à internet das coisas e à nuvem irão monitorar fábricas, reservas de gás, e diferentes regiões para, instantaneamente, identificarem vazamentos perigosos, entender poluentes e elementos perigosos à respiração que estejam presentes no ar.

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