Por que o futuro da vigilância pode ser muito assustador?
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Por que o futuro da vigilância pode ser muito assustador

Pedro Katchborian em 16 de novembro de 2016

Não é novidade: o Google sabe muito sobre você e o Facebook manja de todos os seus interesses. A tal vigilância por todos os lados pode ser um problema para grandes líderes ou até mesmo para você aí, que supostamente nada tem a esconder. E prepare-se: tudo pode ficar ainda mais assustador ainda em breve.

O avanço da tecnologia irá permitir mais sutilezas na espionagem, seja ela lícita ou ilícita. A The Atlantic listou como essa vigilância será em um futuro próximo, seja aquela de filme de James Bond ou a que está mais próxima de nós.

O assustador futuro da vigilância

As câmeras serão invisíveis

Sabe aquela câmera escondida no urso de pelúcia? Então, ela passará de escondida para invisível. Algumas empresas e pesquisadores estão desenvolvendo itens de vigilância que imitam animais: por exemplo, a empresa AeroVironment produziu um drone que parece e voa como um beija-flor. Já a Carnegie Mellon e a NASA desenvolveram cobras-robô, que podem ficar em espaços apertados e serem adaptadas para a vigilância.

Robôs insetos dignos de Minority Report também estão sendo desenvolvidos e a UC Berkeley está trabalhando em um besouro-robô: insetos que podem ser controlados remotamente com eletrodos e que podem carregar câmeras em breve. Não achou assustador? Que tal, então, a “poeira inteligente”, que seriam computadores com milímetros que podem ser equipados com câmeras e outros sensores.

O seu passado será onipresente

Imagine você ir a uma loja e a pessoa saber seu nome, suas últimas compras, o que você gosta de fazer…Que medo, né? Pois é, isso não está longe de acontecer. Segundo Christopher Soghoian, da ACLU, é questão de tempo para que os chamados de “data brokers” obtenham informações de posts da rede social.

A partir do momento que a tecnologia de reconhecimento facial avançar, qualquer dispositivo com uma câmera e o software correto poderá puxar toda a sua informação — da sua série favorita ao que você fez na noite anterior. “Eventualmente, alguém poderá apontar um celular para você e ver um balão em cima te marcando como desempregado ou recentemente divorciado”, diz a The Atlantic.

Espiões entrarão em nossas casas

Não, não é um espião mascarado. E sim a sua geladeira. Com a Internet das Coisas, todo e qualquer gadget conectado à internet poderá ser hackeado. Atualmente, esse problema já acontece com as webcams — tanto que até Mark Zuckerberg tampa a sua webcam com uma fita preta. Com a popularização desses mecanismos, tudo pode piorar. O Amazon Echo, assistente pessoal, já grava todas as conversas.

Tudo pode ficar pior ainda: até nossos pensamentos podem ser espionados. A empresa de tecnologia Retinad pode usar sensores em headsets de realidade virtual para rastrear o engajamento dos usuários. No futuro, quando esses aparelhos tiverem eletrodos para medir as ondas cerebrais, os espiões poderão até ver o que se passa em nossa cabeça.

Os algoritmos tomarão decisões por nós

A inteligência artificial vai trazer a era dos algoritmos para a vida de todos nós. Por exemplo, a Polícia de Chicago já usa algoritmos para analisar a identidade de futuros criminosos. No futuro, várias decisões capitais poderão ser tomadas por algoritmos parecidos. Por exemplo, contratar e demitir pessoas poderá ser decidido por uma máquina, que analisa o perfil do candidato e quem vale mais a pena manter na empresa.

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Assim como eles tomarão decisões por nós, eles podem errar. Se o Facebook entende o seu perfil errado, ele pode te oferecer um anúncio de um carro, mesmo que você não queira ou tenha um.

A sociedade será mais segura (e assustadora)

As câmeras de segurança por todos os lados reduzem os crimes, mas a vigilância pode interferir na liberdade das pessoas. Para Moxie Marlinspike, ex-funcionário na área de cibersegurança do Twitter, afirma que essa super vigilância pode causar um problema. Por exemplo, se existir essa vigilância constante, a polícia terá provas contra qualquer pessoa. Isso significa que a polícia poderia se tornar seletiva. “Irrite a pessoa errada e você está com problemas”, afirma.

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