Google e seu Project Ara: smartphones modulares já são realidade
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Project Ara: os smartphones modulares são realidade

Pedro Katchborian em 3 de junho de 2016

Em setembro de 2013, um desenvolvedor independente chocou o mercado de celulares ao apresentar o Phoneblocks, o primeiro dos chamados smartphones modulares, em que é possível trocar peças do aparelho de acordo com o propósito e a necessidade do usuário. Não demorou para que a Google fizesse uma parceria com o Phoneblocks e criasse o Project Ara.

Inicialmente, o smartphone modular da gigante da tecnologia era para ter sido lançado oficialmente em 2015, mas atrasou. No Google I/O deste ano, evento para desenvolvedores realizado em maio, a Google finalmente mostrou um teaser do Project Ara e suas várias possibilidades. Segundo a empresa, uma versão para desenvolvedores poderá ser adquirida no final deste ano. Ao consumidor final, ou seja, nós, o produto deve chegar em 2017.

Em seu site, a Google destrincha o projeto. Além das funcionalidades de um smartphone, o Project Ara possui mais seis módulos que podem ser trocados. Como mostrado no vídeo, você pode colocar uma câmera melhor, caso prefira. Quer que a bateria dure mais? É só colocar uma maior. Precisa de módulos que são microfones de alta qualidade? Troque facilmente.

Além disso, a ideia é que o Project Ara seja um equipamento durável, sem a necessidade de troca por um com especificações melhores tão cedo, já que será possível modificar quase todo o celular com os módulos.

As possibilidades dos smartphones modulares

O número de opções com o Project Ara é imenso: já há parceiros de desenvolvimento de módulos, entre eles Toshiba, Sony Pictures e Samsung, todos criando os seus próprios acessórios para o celular.

David Pierce, da Wired, comenta sobre as possibilidades do celular. “Lanternas, botão do pânico, monitoramento fitness, atalhos para aplicativos e um milhão de outras coisas”, comenta Pierce. “Há anos não temos nenhuma novidade verdadeira em smartphone“, diz.

A ideia da Google é que o Project Ara seja aberto para qualquer desenvolvedor ter as suas ideias e que essa pessoa possa produzir módulos para o celular — seja uma marca de roupa, outra empresa de tecnologia ou um desenvolvedor independente. Há até um formulário no site para os interessados em receber o gadget na remessa deste ano.

Leia mais: Qual é o futuro dos aplicativos?

São essas possibilidades que tornam o smartphone único. Pierce, que conversou com o líder técnico do projeto, Rafa Camargo, comenta que 50 pessoas do Google já usam o Project Ara como o seu celular principal — e que dessas nenhuma montou o celular de maneira igual.

A tendência do mercado após o Project Ara

Apesar da Google ter o projeto desde 2013, a LG foi a primeira a chegar no mercado com os smartphones modulares. Lançado recentemente, o G5 tem os mesmos princípios do Project Ara: slots que podem ser acoplados no celular, a maioria da própria marca.

O celular será compatível com módulos de outras empresas, mas não serão todos que poderão produzir os acessórios — a LG vai avaliar possíveis parceiros. O preço no Brasil deve ser salgado: entre R$3,5 mil e R$ 4 mil pelo produto, sem acessórios.

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