Entenda como o grafeno pode tornar a água do mar potável
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Foto: Istock/Getty Images
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Entenda como o grafeno pode tornar a água do mar potável

Pedro Katchborian em 3 de abril de 2017

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O grafeno é uma das formas cristalinas do carbono e já provou ser um excelente condutor de calor e eletricidade. Mas pesquisadores da Universidade de Manchester descobriram um novo (e importante) uso para o material: transformar de maneira eficiente água do mar em água potável. A descoberta foi publicada no jornal Nature Nanotechnology.

A técnica utiliza as membranas de óxido de grafeno para retirar as moléculas de sal da água, como se fosse uma peneira. A ideia não é nova, mas foi a primeira vez que os testes foram bem-sucedidos.

Em testes anteriores, as membranas de óxido de grafeno acabavam absorvendo a água e inchando, perdendo a capacidade de filtrar as moléculas do sal. Rahul Nair e a equipe da Universidade de Manchester resolveram o problema ao colocar resina epóxi na membrana, o que impediu o inchaço.

Veja um vídeo que explica mais sobre o processo:

O processo ainda está em estágio de experimentação, mas os resultados são animadores e podem acabar em uma produção da membrana em larga escala. “Demonstramos também que existem possibilidades realistas de ampliar a abordagem descrita e produzir em massa membranas à base de grafeno”, afirma ao Phys.org.

Ram Devanathan, do Pacific Northwest National Laboratory, em Richland, nos Estados Unidos, afirma para a Nature Nanotechnology que o trabalho a ser feito agora é descobrir como fazer para que a produção dessas membranas não fique cara. Outro desafio é demonstrar a durabilidade do material ao entrar em contato com a água do mar por um longo período de tempo.

Grafeno é o futuro

Fazer a água do mar potável é um dos usos mais esperados do material, mas o grafeno já se mostrou muito versátil. As primeiras pesquisas com o grafeno também foram feitas pela Universidade de Manchester e até rendeu o Prêmio Nobel de Física para Andre Geim e Jonstantin Novoselov, pioneiros na pesquisa. Além de ser 200 vezes mais forte do que o ferro, o grafeno é flexível, transparente e muito fino e leve.

Grandes empresas de tecnologia já estão de olho no grafeno. Testes mostram que uma bateria feita do material pode ser carregada em 15 minutos. A bateria é somente um dos usos da inovação: o material é descrito como ideal para monitoramento cardíaco, além de ter sido testado para fazer telas flexíveis, leitores de impressão digital e luvas para headsets de realidade virtual — tudo isso com uma eficiência maior do que os materiais que temos hoje.

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