Inteligência artificial vai libertar os seres humanos do trabalho
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KES 2016 Foto: Divulgação
Inovação > Tecnologia

Para especialista, inteligência artificial vai libertar humanos do trabalho

Emily Canto Nunes em 16 de junho de 2016

A inteligência artificial não só é uma realidade como irá tomar todos os nossos empregos. E não serão apenas por robôs, como acreditam os futuristas, que nos ameaçam. A afirmação é de Kris Hammond, professor de Ciência da Computação na Universidade Northwestern, com Ph.D. em Ciência da Computação pela Universidade de Yale, fundador do Laboratório de Inteligência Artificial da Universidade de Chicago, cientista-chefe e cofundador da Narrative Science, uma startup de Inteligência Artificial. 

De passagem pelo Brasil, Kris foi além e disse em palestra no KES (Knowledge Exchange Sessions) que as máquinas, entre elas os temidos robôs, serão dotadas de inteligência e também de emoções e que vão nos libertar do trabalho.

No futuro, poderemos passar mais tempo uns com os outros e nos preocupar com o que realmente importa: se divertir e cuidar das relações humanas.

Na opinião do especialista, as máquinas serão capazes de tomar decisões e uma das implicações dessa evolução é que os humanos não terão mais que trabalhar, só se for por prazer. E essa é só uma das consequências. Partidário da renda mínima universal, Kris acredita que nossos governos terão que garantir o básico como educação e saúde, entre outros, e que o mais difícil será descobrir o que faremos com essa tal liberdade.

Como trabalhar será uma opção, e não uma necessidade, as empresas serão leais aos seus funcionários, oferecendo um ambiente de trabalho que seja realmente atrativo. Nesse sentido, a biometria poderá ajudar as corporações a saber o que seus profissionais de fato precisam. E, diferente do que acontece hoje, os usuários serão mais conscientes da importância dos dados e de manter a privacidade. Sendo assim, estarão aptos a decidir que informações vão entregar para produtos e serviços, por exemplo.

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Entrando em uma esfera mais filosófica, Kris disse que não acredita que todas as profecias envolvendo inteligência artificial possam se concretizar. Segundo ele, os robôs não vão acabar com a raça humana como nos filmes de ficção científica. “Na prática, somos ruim em ética. As máquinas conseguem ser racionais, enquanto nós sempre temos nossa moral abalada por emoções como a raiva. Por isso, acredito que elas serão mais morais que nós. Da máquina você retira a raiva, por exemplo, de uma pessoa não. Acho que elas saberão como fazer um mundo melhor do que nós”, afirma.

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Kris Hammond, fundador do Laboratório de Inteligência Artificial da Universidade de Chicago. Foto: Divulgação

Watson: exemplo de Inteligência Artificial

Guiado pelo tema “Smart Human”, Kris explicou o funcionamento e os obstáculos atuais da inteligência artificial partindo de três pilares: avaliar, prever e aconselhar a partir da análise de dados. O especialista sublinhou a importância do Big Data em sua palestra: “hoje existem muito mais dados do que somos capazes de entender. A solução para isso é a inteligência artificial”, afirmou. Para o estudioso, o Watson, da IBM, é um ótimo exemplo de computação cognitiva que aponta para o futuro.

O Watson nasceu em 2003, mas foi em 14 de fevereiro de 2011 que o super computador foi a público mostrar algumas das suas capacidades, tornando-se quase uma celebridade. Nesta data, Watson participou do famoso show de perguntas de conhecimento geral dos Estados Unidos, o Jeopardy, e de lá saiu vencedor. Desde então, o Watson vem sendo usado em projetos na área de saúde, para fazer diagnósticos a partir da análise de dados, em experimentos com gastronomia e, recentemente, em soluções para empresas e governos. De acordo com Kris, um dos desafios da área é justamente o entendimento da linguagem natural por parte das máquinas, setor em que o Watson já fez progressos. Desde 2014, o super computador da IBM, que já compreende inglês, está aprendendo português e espanhol.

O KES

Sigla de Knowledge Exchange Sessions, o KES é uma plataforma de conteúdo baseada em tecnologia, comportamento e criatividade. Seus encontros reúnem altos executivos de diversos setores para aproximá-los de conteúdos sobre inovação. O principal objetivo é abordar temas mais atuais da nova economia, como Big Data, Internet das Coisas, Sharing Economy, Movimento Maker, Behavioral Economics, novos modelos de negócios, entre outros. Criado em 2015, o KES está em sua segunda edição e acontece em São Paulo ao longo de todo o ano de 2016.

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