Como funciona o Li-Fi, a internet que pode substituir o Wi-Fi
Li-fi, internet que pode substituir o wi-fi
Li-fi, internet que pode substituir o wi-fi. Foto: Istock/Getty Images
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Como funciona o Li-Fi, a internet que pode substituir o Wi-Fi

Kaluan Bernardo em 10 de maio de 2016

O futuro da internet poderá estar na luz — pelo menos é o que promete a tecnologia Li-Fi, que consegue transmitir dados a uma velocidade de 10 gigabits por segundo100 vezes mais do que a média do Wi-Fi.

O termo, que significa, “Light Fidelity” foi criado por Harald Haas, professor da Universidade de Edimburgo, e um dos responsáveis pela tecnologia.

Haas apresentou o Li-Fi para o mundo em 2011, em um TED que você assiste logo abaixo. Em 2012, ele criou a primeira empresa para desenvolver tal tecnologia: a pureLiFi.

 

Como funciona o Li-Fi

Tanto o Wi-Fi quanto o Li-Fi funcionam por ondas eletromagnéticas — a diferença é que o primeiro trabalha com frequências de rádio, enquanto o segundo de luz, que são mais rápidas.

O funcionamento do Li-Fi é mais ou menos parecido com os raios infravermelhos. Só que, no caso, o transmissor dos dados é sempre uma lâmpada de LED (esqueça as incandescentes ou fluorescentes).

A lâmpada age como um semicondutor e pisca em uma velocidade tão intensa que é imperceptível ao olho humano. No entanto, para o sistema receptor, as piscadas são dados binários 0 e 1 — que é o que como seu computador recebe e entende os dados da internet que aquilo.

O sistema ainda promete ser mais seguro do que o Wi-Fi, uma vez que não interfere em outros sistemas. Assim, poderia ser usado tranquilamente dentro de um avião, por exemplo.

Mas nem tudo são flores para o Li-Fi. Assim como a luz não pode passar pelas paredes, a internet de Li-Fi também não. Na sua casa, só funcionaria em um cômodo. Além disso, a lâmpada precisa ficar ligada o tempo todo.

aparelhos de li-fi

LiFi-X Foto: Divulgação

O futuro do Li-Fi

A tecnologia é interessante também para o universo de Internet das Coisas, em que os objetos precisam se comunicar rapidamente e exigem alta velocidade para não congestionar a rede.

Na teoria, o Li-Fi ainda consegue ir muito além dos 10 gigabits por segundo e alcançar incríveis 224 gigabits por segundo. Mas, esse é um número longe do mundo real, onde a tecnologia ainda nem funciona.

Uma pesquisa, publicada pela revista especializada MarketsandMarkets, projeta que, até 2018, a tecnologia do Li-Fi deverá movimentar US$ 6 bilhões. Ainda é cedo para apostar, mas vale acompanhar.

O Wi-Fi corre atrás

Enquanto o Li-Fi ainda soa como uma promessa, o Wi-Fi continua evoluindo. No início de 2015, a Wi-Fi Alliance, consórcio responsável pela tecnologia, anunciou o HaLow, nova especificação para o sistema de internet sem fio.

A novidade é focada principalmente em Internet das Coisas e opera na frequência de 900 MHz a 1 GHz, o que significa que consegue o dobro de alcance e mais robustez do que o Wi-Fi atual.

O novo sistema promete passar por barreiras físicas com mais facilidade e ainda gasta menos energia — boa notícia para o setor de wearables.

Embora a novidade seja boa, ela também deverá demorar para chegar ao mercado. A Wi-Fi Alliance precisa convencer produtores a usarem o novo padrão e alinhar detalhes da tecnologia. Segundo o site The Verge, o público final deverá conhecer o HaLow só em 2018.

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