Magikey quer que smartphones sejam usados como chaves
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Foto: iStock/GettyImages
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Brasileira, Magikey quer que smartphones sejam usados como chaves

Kaluan Bernardo em 28 de agosto de 2016

A Magikey, uma startup criada por engenheiros de Campinas, em São Paulo, quer que você substitua suas chaves pelo smartphone. Não só para entrar em casa, mas também no quarto de hotel, em um evento onde for convidado, ou até mesmo na empresa de um cliente onde tem reunião marcada.

A tecnologia desenvolvida por eles funciona com um aplicativo, disponível para Android e iOS, e um pequeno dispositivo que pode ser colocado na porta. Também há a possibilidade de fazer a validação entre o smartphone e um outro dispositivo eletrônico, como um tablet. Dessa forma,  um segurança pode avaliar sua credencial ao entrar em um evento, por exemplo.

Para que o smartphone funcione como chave, eles utilizam duas tecnologias bastante comuns: a NFC, que funciona por aproximação e está presente na maioria dos celulares, e o Bluetooth, que opera por ondas de rádio.

A Magikey tem um sistema de gestão que permite ao usuário liberar apenas as pessoas que escolher e no horário em que desejar. Imagine que você tem uma reunião amanhã às 15 horas com três executivos. Junto com o convite, você envia as autorizações para que apenas os smartphones deles possam abrir aquela porta entre 14h45 e 16h. Quando eles chegarem em sua empresa, não precisarão tocar campainha, falar com recepcionista nem nada. Basta que encostem o smartphone perto da porta e ela se abrirá.

É por isso que Raul Mariano Cardoso, um dos três cofundadores da empresa, define a Magikey como “um sistema de identificação de pessoas para gestão de espaços”. Ele acredita que sua empresa é só parte de uma tendência que deverá se concretizar nos próximos anos. “Temos uma visão bem clara que cartão, chave e outros dispositivos do tipo serão completamente substituídos por smartphones, smartwatches ou outras tecnologias digitais nos próximos anos”.

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Como surgiu a Magikey

A Magikey foi criada por três sócios (Raul Mariano Cardoso, Guilherme Andrigueti e Felipe Pirotta), que estudaram mecatrônica juntos na Unicamp. Interessados na Internet das Coisas, em 2011, transformaram a casa em que moravam em escritório e começaram a desenvolver soluções para esse mercado. “Percebemos que dava para resolver muitos problemas e processos operando por esse nicho, que nos apaixonava”, diz Raul.

A proximidade com o universo corporativo não aconteceu ao acaso. Seus primeiros produtos foram voltados a eventos. Um deles era um totem, que se conectava a redes sociais e interagia com o público ali presente.

Foi só em 2014 que perceberam a questão das chaves e decidiram criar uma solução do tipo. Inicialmente, a Magikey seria só um projeto dentro da Advance, mas ganhou força e resolveram estruturá-la como uma empresa em separado.

O projeto começou naquele ano e os primeiros clientes vieram em 2015, mas a empresa só estreou oficialmente em 2016.

No primeiro ano oficial da empresa, eles já contam com investimentos do programa de Pesquisa Inovativa em Pequenas Empresas (Pipe) fomentado pela Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp). Eles passaram pela primeira fase de investimento do programa, que aporta até R$ 200 mil para a empresa validar sua ideia. Agora, estão na segunda, que pode oferecer até R$ 1 milhão para que ela continue a desenvolver suas pesquisas. Eles afirmam que pretendem captar R$ 770 mil até o final desse ano e tornarem a empresa lucrativa a partir de 2018.

Teaser Magikey from Magikey on Vimeo.

Como dominar os smartphone e chaves: um passo de cada vez

Se Raul estiver certo, ainda há um tempo para que chaves e cartões sejam completamente substituídos por sistemas digitais, como smartphones. É por isso que, inicialmente, eles estão focando mais no público corporativo do que no cidadão comum. Pretendem levar suas tecnologias para portas de empresas e eventos primeiro.

Além de oferecer a tecnologia e o sistema de controle para pessoas entrarem e saírem em determinados momentos, eles se preocupam em oferecer outras soluções complementares ao serviço. Em espaços de coworking, por exemplo, utilizam sua tecnologia para controlar quantas horas cada pessoa fica no espaço e ajudar os donos na gestão e cobrança.

Também estão desenvolvendo recursos para melhorar a usabilidade do serviço. Uma das ideias inclui o calendário:  quando a pessoa enviar um convite para outra por Google Calendar ou Outlook, o email já vá com as autorizações para as chaves.

Ainda trabalham para garantir que a segurança das portas esteja sempre no nível mais avançado. Segundo Raul, no futuro todos os dados serão criptografados de ponta a ponta. Ele garante que os aspectos digitais são os mais seguros “Hoje, a parte menos segura que temos em nosso sistema é a parte analógica própria da fechadura, que poderia tentar ser arrombada. Mas saberíamos disso na hora”, afirma.

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