Moda e Internet das Coisas: seu vestuário será inteligentes
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Foto: Istock/Getty Images
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Moda e Internet das Coisas: ou como as roupas serão inteligentes

Emily Canto Nunes em 2 de junho de 2016

A sustentabilidade é certamente uma das novas características da moda. Aqui no Free the Essence já mostramos diversos exemplos de como podemos manter um guarda-roupa atual consumindo menos fast fashion e mais slow fashion, ou simplesmente comprando de marcas que reutilizam materiais, tecidos ou mesmo o couro. Uma outra tendência é o encontro da moda e da Internet das Coisas. Num futuro bem próximo, suas peças do vestuário poderão ser também inteligentes.

Uma parceria promete dar o que falar nas semanas de moda e ser até capa de revista. Recentemente, a Avery Dennison, empresa conhecida por trabalhar com identificação por radiofrequência (RFID), anunciou que, em conjunto com a plataforma de Internet das Coisas EVRYTHNG, produzirá etiquetas inteligentes. Você pode até não conhecer a Avery Dennison, mas as marcas que ela atende, sim: Hugo Boss, Nike e Marks & Spencer são algumas delas. Segundo a Forbes, a expectativa é de que cerca de 10 bilhões de produtos de vestuário, acessórios e calçados sejam conectados nos próximos três anos. A capacidade do cliente de localizar um item será apenas um dos benefícios.

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A EVRYTHNG está por trás da identidade e do gerenciamento dos dados na nuvem, a parte digital da relação, enquanto a Avery Dennison fornece o hardware e fabricação dessas etiquetas únicas nos próprios produtos reais, sejam elas conectáveis por QR Code, NFC ou RFID. A ideia é que as informações sejam acessadas via aplicativos.

Niall Murphy, CEO e co-fundador da EVRYTHNG explica :

A realidade é quando você olha para o comportamento do consumidor, e o que eles querem, são coisas muito simples. Eles querem entender como algo foi feito, como cuidar da peça adequadamente e detalhes sobre suas propriedades.

É para marcas que essa etiqueta à moda Internet das Coisas se mostra mais interessante, pelo menos em um primeiro momento. Ao criar a identidade digital de uma peça, as empresas poderão ensinar o cliente a lavar adequadamente determinado tecido e até dar sugestões de como combinar tal produto com outros. Mais do que isso, tais identificadores vão ajudar as marcas a conhecer melhor seus clientes, o que compram, e também combater a pirataria, um grande problema da indústria da moda segundo Murphy.

E a privacidade na Internet das Coisas?

Tudo isso ainda é muito novo, inclusive para a Internet das Coisas, e questões como segurança e privacidade veem à tona. Mas e todos esses dados gerados, como ficam? Murphy lembra que suas etiquetas não serão uma espécie de Big Brother e não vão sair coletando informações por aí. A ideia é que quando usuário quiser, e der permissão para isso, elas serão inteligentes, ajudando-o a cuidar melhor daquele vestido predileto ou mesmo avisando quando sai a próxima coleção que é a sua cara.

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