6 mulheres que mudaram a tecnologia e você provavelmente não conhece
mulheres no silício
Foto: Istock/Getty Images
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6 mulheres que revolucionaram a tecnologia que você precisa conhecer

Kaluan Bernardo em 27 de novembro de 2016

Você já ouviu muitas histórias de Bill Gates, Steve Jobs, Elon Musk e outros homens liderando a indústria da tecnologia. Muitos são chamados de “pais” de sistemas e ferramentas que estão mudando o mundo. Mas, ei, essas tecnologias e inovações também têm mães. Embora a indústria da tecnologia seja ainda predominante masculina, muitas mulheres deixaram importantes contribuições para chegarmos até aqui.

“Veja, nós sabemos que o Vale do Silício tem um problema de gênero e isso é ruim. Mas não vamos apagar as mulheres que ajudaram a fazer esse vale“, comenta Leslie Berlin, historiadora de Stanford, especializada na região da Califórnia, ao site Backchannel. A jornalista Jessi Hempel, editora da publicação, lembra algumas das mulheres que fizeram a região mais inovadora do mundo ser o que é hoje.

As mulheres que mudaram o Vale do Silício

Judy Estrin

Judy Estrin é uma das responsáveis pela criação da internet. Em 1975 ela trabalhava com Vint Cerf em Stanford no projeto que acabaria se tornando a rede mundial de computador. Na época, era apenas uma jovem pesquisadora e ajudou a desenvolver alguns protocolos básicos na estrutura das redes.

Judy Estrin

Foto: Divulgação

Filha de dois cientistas da computação, ela estudou Matemática e Ciências da Computação na University of California e fez mestrado em Engenharia Mecânica em Stanford.

Mais do que pioneira, Judy foi uma grande empreendedora — principalmente em sistemas de rede. Seu primeiro empreendimento foi a Bridge Communications, que criou com seu marido e outros caras em 1981 e fazia redes incompatíveis comunicarem-se entre sim. Quatro anos depois ela tornou a empresa pública. Em 1987 vendeu à 3Com por US$ 200 milhões.

Ela não parou aí. Junto com seu marido, Bill Carrico, participou da criação da Network Computing Devices, que oferecia workstations voltados a gráficos intensos rodando em Unix. Também criou a Precept Software, uma empresa de streaming de vídeo em 1992. Seis anos depois, a Cisco comprou o negócio por US$ 84 milhões e deu o cargo de CTO à Judy.

Dois anos depois, Judy saiu da Cisco e voltou a tocar a vida de startups. Em 2008 publicou um livro sobre inovação, criou cinco empresas e conquistou seu lugar no conselho de empresas como FedEx, Sun Microsystems e e Walt Disney e Medium.

Sandy Kurtzig

Talvez uma das primeiras engenheiras de software a se tornar multimilionária. Em 1972 deixou seu emprego de vendedora na General Electric para investir mais tempo em sua família. Rapidamente se entediou e investiu US$ 2.000 para empreender de casa. Criou uma empresa chamada ASK Computer Systems e passou a desenvolver softwares para ajudar empresas a acompanharem seu inventário, vendas, operações financeiras e fabricações.

Sandra Kurtzig

Foto: Reprodução/Linked In

Sem investimentos, convenceu seus amigos da HP a deixarem usar os minicomputadores da empresa à noite. Sandy e seus funcionários apareciam com sacos de dormir às 18h e ficavam na empresa até 6h. Fechou um acordo com a empresa para que vendesse computadores já com seus softwares. Em 1981, sua empresa se tornou pública e era a 11ª que mais crescia nos Estados Unidos.

Para cuidar de de seus filhos, Sandy se aposentou do negócio, que imediatamente parou de crescer. Quatro anos depois, em 1989, o conselho da companhia pediu para ela voltar. A ASK cresceu novamente e adquiriu companhias para incluir softwares de bancos de dados. Anos depois, aposentou-se novamente e criou uma startup chamada Kenandy (uma junção do nome de seus filhos), de software em nuvem.

Donna Dubinsky

Dependendo de sua idade é possível que você nunca tenha ouvido falar no Palm Pilot, mas o dispositivo foi um dos precursores do iPhone e qualquer outro smartphone. A Palm, empresa que o criou, era chefiada por Donna Dubinsky, uma ex-aluna de Harvard.

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Sua carreira começou na Apple, em 1987, como articuladora entre cliente e suporte. Após brigar com o chefe de seu chefe, Donna jea sabia que seria demitida a menos que, em um mês, conseguisse fazer uma contraproposta para os planos de logística de seu superior. Não só venceu a briga como foi promovida.

Saiu da Apple em 1991 e passou um ano pensando no que faria em seguida. Foi quando foi convidada a se tornar CEO de uma empresa chamada Palm. Sua função era levantar dinheiro e desenvolver a estratégia de vendas. Funcionou. Em 1995, o negócio foi vendido para a US Robotics por US$ 44 milhões — assim que o Palm Pilot foi ao mercado. Ela continuou na empresa até a US Robotics vender a companhia para a 3COM. Discordando da nova visão empresarial, ela saiu.

Em 2005, Donna foi trabalhar na Numenta, uma empresa que tenta criar uma engenharia reversa para o neocortex do cérebro. A ideia, segundo ela, é desenvolver um cérebro mais potente que o humano, que nunca se cansa e é especializado em matemática. Por enquanto a ambição continua.

Lynn Conway

Física pelo MIT e pela Columbia University, em 1963 Lynn começou a trabalhar na IBM Research. Cinco anos depois foi demitida, mas não pela sua competência, mas porque mudou de gênero. Com a identidade feminina, Lynn passou um tempo desempregada e procurando seu espaço.

Lynn Conway

Foto: Reprodução/Facebook

Foi só em 1973 que ela entrou no Centro de Pesquisa de Palo Alto da Xerox, lugar onde foram desenvolvidas tecnologias essenciais para o computador pessoal, a impressora digital e as telas atuais. Lynn foi uma das responsáveis pela revolução dos chips na década de 1970. Lá ela escreveu um guia que basicamente se tornou a Bíblia dos chips.

Anos mais tarde começou a trabalhar na Darpa, a Agência de Pesquisa da Defesa dos Estados Unidos. Na década de 1980, seus trabalhos ajudaram a criar a tecnologia presente na maioria dos sistemas de armas modernos. Em 1985, entrou na University of Michigan onde se aposentou como professora. Quando chegou na aposentadoria, Lynn se tornou militante e chamou a atenção para os direitos de transgêneros.

Sandy Lerner

Sandy Lerner cuidava dos computadores na Stanford’s Graduate School, enquanto seu namorado, Leonard Bosack, também cuidava de computadores em outro campus. Eles eram parte de um grupo de pessoas que via a necessidade de criar algo para fazer computadores conversarem entre si

Três anos depois, em 1984, ela e seu namorado, hoje marido, criaram a Cisco, uma das maiores empresas de tecnologia. Desenvolveram um sistema de roteadores para que computadores na mesma região pudessem se comunicar entre si.

Em seguida, porém, cometeram um erro: venderam 30% da empresa a um investidor, que comprou por US$ 2,6 milhões e indicou um novo CEO. O trio começou a discutir sobre os produtos e, assim que a Cisco se tornou pública, em 1990, Sandy se demitiu. Seu marido fez o mesmo em solidariedade — infelizmente, poucos anos depois, se divorciaram.

Nas décadas seguintes Sandy criou uma empresa de cosméticos, que foi vendida para para Moet-Hennssy Louis Vuitton. Tornou-se ativista pelos direitos dos animais e pela escrita das mulheres — escreveu até sua sequência de “Orgulho e Preconceito”. Mudou-se para uma fazenda na Virginia e começou um movimento por mais mulheres na Matemática, dentro da Shenandoah University. Hoje, quando fala com empreendedores, Sandy sempre deixa o mesmo conselho: não dê o controle de sua empresa a investidores.

Diane Greene

Engenheira mecânica pela University of Vermont, e mestre em Arquitetura Naval pelo MIT, Diane trabalhava com plataformas de petróleo offshore. No entanto, por ser mulher, não podia visitar as plataformas. Então se demitiu e foi tentar fazer outras coisas, como um segundo mestrado em Ciências da Computação na University of California. Foi quando começou a trabalhar na Sybasem Tandem Computer and Silicon Graphics.

Diane Greene

Foto: Divulgação/Google

De lá, saiu e criou sua primeira startup, a Vxtreme, uma empresa de vídeo que vendeu para a Microsoft em 1997 por US$ 75 milhões.

No ano seguinte, ela e seu marido, Mendel Rosenblun, participaram da criação da VMWare, empresa pioneira em nuvem e virtualização — que simula sistemas operacionais. Em 2004 vendeu a empresa para a EMC Corporation por US$ 635 milhões e ficou na empresa como CEO. No entanto, após vários conflitos com o CEO da EMC, em 2007 foi demitida — fazendo as ações da companhia caírem 24% em um dia. Além disso, três executivos importantes largaram a empresa.

No mesmo ano, o Google a chamou para participar de seu conselho. Ela aceitou e começou a criar uma outra startup, a Bebop, que desenvolve softwares empresariais. Em 2015 o Google comprou sua startup por US$ 380 milhões e ainda lhe deu o cargo de vice-presidente de negócios na nuvem.

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