Nama desenvolve inteligência artificial para automatizar atendimento
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Brasileira, Nama desenvolve inteligência artificial para automatizar atendimento

Kaluan Bernardo em 30 de outubro de 2016

No filme “Her”, o protagonista contrata uma assistente pessoal com inteligência artificial tão avançada que acaba se apaixonando por ela. Esse futuro não deve estar tão distante assim se considerarmos o crescimento dos robôs de conversação, mais conhecidos como chatbots.

conversa de chatbot com cliente

Foto: Divulgação

Só no Facebook Messenger, já são mais de 11 mil sistemas desenvolvidos para conversar com os usuários. O novo smartphone do Google, o Pixel, aposta alto em um assistente inteligente. Há poucos meses, a empresa lançou o Allo, um app de conversas que se destaca justamente pelo seu chatbot. E entre o número cada vez maior de startups que apostam nesse mercado estão brasileiros, como a Nama.

A Nama cria sistemas com inteligência artificial para que empresas consigam automatizar o atendimento a clientes. Os consumidores podem conversar com a empresa em diversos mensageiros, como Telegram, Facebook Messenger, SMS ou mesmo sistemas de chat personalizados.

Os robôs entendem tanto o que os usuários digitam quanto o que falam. Eles têm algoritmos analíticos e usam deep learning, ou seja: com o tempo vão aprendendo o que as pessoas estão dizendo e se tornam mais inteligentes na elaboração das respostas automáticas. “Dessa forma, proporcionamos uma comunicação automatizada e escalável sem precisar que o consumidor baixe nada”, explica Rodrigo Scotti, fundador da empresa.

Chatbots: da ficção científica ao mundo

Entre 2011 e 2014, Rodrigo Scotti já havia empreendido antes com inteligência artificial. Tinha uma startup chamada Das Dad, que utilizava deep learning também para intermediar conversa entre empresas e consumidores. Mas por conflitos com os sócios, encerrou a empresa e criou a Nama.

Ele diz que, desde o início, se inspirou em filmes de ficção científica. Rodrigo é formado em Publicidade, mas se interessou pelo empreendedorismo ao ver o poder que os algoritmos tinham. Passou a vender os sistemas e a acumular casos bem sucedidos.

Quando criou a Nama, trouxe o conhecimento que já tinha do empreendimento anterior, captou investimentos (no momento está em uma segunda rodada) e se juntou a mais três sócios, Gabriel Passafaro (CFO), Leonardo Batista (CTO) e Lúcio Silveira (COO). Hoje, a equipe tem dez pessoas.

Apesar de terem milhares de concorrentes ao redor do mundo, Rodrigo garante que sua tecnologia não fica para trás em nada. “Nossa tecnologia é sólida, usamos complementos robustos e avançados. Também temos um código próprio para desenvolver inteligência artificial com foco na linguagem natural. Nosso gerenciador de diálogos entende contextos e subcontextos”, garante. Empresas que quiserem testar o sistema podem pedir por uma demonstração no site da Nama.

A aposta alta deles rendeu o sexto lugar na competição Open 100 Startups e os permitiu ficarem como residentes no campus do Google em São Paulo.

Rodrigo diz que já tem clientes fora do Brasil e se prepara para, no próximo ano, expandir internacionalmente o negócio. “É um dos nossos principais objetivos para o ano que vem”, diz. Ele afirma que o sistema já comporta, nativamente, outros idiomas. Se a empresa acompanhar o ritmo do mercado de chatbots, o caminho pela frente parece promissor.

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