Entenda porque a newsletter está de volta a caixa de email
A volta da Newsletter
Foto: Istock/Getty Images
Inovação > Tecnologia

A newsletter está de volta a caixa de email

Emily Canto Nunes em 6 de maio de 2016

Talvez você não tenha percebido, mas com o advento de aplicativos como WhatsApp, Facebook Messenger e Telegram, e até alguns mais corporativos como Lync e Slack, os emails foram minguando na caixa de entrada. É bem provável, inclusive, que você sinta saudades da época em que tinha emails para responder todos os dias. Ou, ainda, que sua caixa de entrada tenha se tornado espaço para um outro formato de conteúdo: a newsletter.

Confundidas com frequência com emails marketing, as newsletters estão de volta, menos vendedoras do que antes e muito mais interessantes como The Skimm, um sucesso de audiência que ja ganhou até versão para aplicativo. Há quem diga, como mostra o especialista em estratégia digital Faris Yakob em um texto recente no Medium, que as newsletters são o novo blog pessoal e que podem até substituir esse canal no futuro.

Em tempos de abundância de informação, a newsletter ganha força porque oferece um filtro feito por especialistas, sejam eles um veículo, uma empresa ou mesmo uma pessoa física. Ou seja, aqui estamos falando das newsletters que você deseja receber, para a qual de fato se inscreveu.

A newsletter de hoje é sinônimo de curadoria.  Advogada por formação e uma das criadoras do Cinese, uma plataforma de aprendizagem colaborativa, Anna Haddad largou o Direito para se dedicar a outros projetos e hoje possui uma newsletter sobre gênero, educação, novos negócios, colaboração e consumo. “Feita com carinho”, a newsletter é a forma que Anna encontrou de colocar na roda assuntos pelos quais se interessa e também de convidar seu assinante a repensar a informação que consome.

Não por acaso Anna coloca, no final desse email semanal, um convite para que o leitor “liberte seu potencial” colaborando para seu Unlock pessoal, um sistema de financiamento coletivo recorrente que funciona também como mecenato digital.

Quero incentivar esse movimento de produzir conteúdo sem intermediação, sem estar ligada a um veículo de comunicação ou a uma empresa, de ser financiada pelos próprios leitores, pois esse é meu trabalho, é como eu gasto meu tempo e onde coloco minha energia.

Newsletter como um espaço privado

Há quatro anos produzindo newsletters, Rodrigo Ghedin, jornalista especializado em tecnologia e dono do blog Manual do Usuário, diz que é fã não apenas das newsletters como dos emails, especialmente por ser uma comunicação mais privada e que funciona de um para um, mesmo nas newsletters. “Além disso, para produtores de conteúdo, é um formato muito mais barato e que não está vinculado a uma única plataforma como o Facebook”, exemplifica Rodrigo.

Nesse sentido, o jornalista acredita que para se tornar rentável uma newsletter precisa ganhar escala, o que não é tão fácil assim, porém, uma vez grande, ela pode render frutos para o produtor. “É preciso tempo e escala para mostrar o valor da informação, mas ainda assim a newsletter pode ser um trampolim, pois cria uma base de usuários interessados naqueles assuntos”, afirma.

Rodrigo ainda aponta mais um benefício para quem assina newsletters: “O que eu gosto é que é um ambiente fechado, o conteúdo é mais pensado que numa rede social, pois passou por um filtro. Além disso, tem uma parte legal da newsletter que é entrar na cabeça de outra pessoa, pois a curadoria é isso: saber o que essa pessoa está lendo, mas também ter uma ideia de como ela pensa, o que é importante, por que aquilo é interessante”, resume Rodrigo.

E você, assina alguma newsletter que gostaria de sugerir?

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