Nasa descobre novo sistema solar que pode abrigar vida
Sistema solar Trappist-1
TRAPPIST-1 Imagem: NASA
Inovação > Tecnologia

Nasa descobre novo sistema solar que pode abrigar vida

Camila Luz em 22 de fevereiro de 2017

O sistema solar em que nosso planeta está inserido é imenso, mas também pode parecer minúsculo quando comparado ao tamanho do universo. E foi mais ou menos isso que a Nasa atestou com a descoberta da existência de sete novos planetas com características similares às da Terra, só que alinhados em outro sistema. Três deles estão em um “área habitável” e podem ter água no estado líquido, como nós.

A Nasa anunciou a descoberta em 22 de fevereiro. A pesquisa foi coordenada pela University of Liège, na Bélgica, e revela um sistema solar orbitando a cerca de 40 anos-luz da Terra. Os achados foram confirmados com o telescópio Spitzer, após pesquisadores terem localizado três planetas em maio de 2016 com o telescópio Trappist, no Chile.

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Segundo o site Independent, pelo menos três dos sete planetas representam o “Santo Graal para os astrônomos de caça a planeta”. Eles estão dentro da “zona temperada” e têm o clima certo para permitir que a vida floresça. Também podem de ter oceanos, outra evidência que sugere a existência de vida. Será que estamos mais perto de conhecer verdadeiros alienígenas? Além disso, o novo sistema solar é o maior já descoberto e o único com tantos planetas do mesmo tamanho da Terra, com características rochosas ideais.

“A descoberta de múltiplos planetas rochosos com temperaturas superficiais que permitem a água líquida tornam este incrível sistema um alvo futuro na busca por vida”, disse o astrônomo Chris Copperwhat, da Liverpool John Moores University (Reino Unido), ao Independent.

Vida extraterrestre?

Para os cientistas, qualquer evidência de vida provavelmente será “forte, muito forte ou conclusiva”. A busca será feita analisando a quantidade de moléculas presentes na atmosfera. Se oxigênio e outros elementos forem achados na quantidade certa, isso provavelmente indicará que há atividade biológica. Os pesquisadores esperam comprovar a existência de vida no novo sistema solar durante a próxima década.

Os sete planetas estão orbitando uma estrela conhecida como TRAPPIST-1, que tem cerca de 8% da massa solar e 11% do raio do nosso Sol. Ela tem cerca de 500 milhões de ano idade, enquanto o integrante do nosso sistema planetário tem 4,6 bilhões.

Ainda que não seja encontrada vida perto da TRAPPIST-1, ela eventualmente poderá se desenvolver lá. Quando comparada ao Sol, a estrela é jovem.  Além disso, queima hidrogênio tão lentamente que deve viver por mais 10 trilhões de anos – 700 vezes mais do que a idade do nosso sistema solar até hoje. Sem dúvida, é tempo suficiente para a vida evoluir.

Como o novo sistema solar foi descoberto

Todos os planetas foram encontrados utilizando um método chamado “fotometria de trânsito”. A técnica consiste em observar quando um planeta passa ou transita pela frente de sua estrela de acolhimento, bloqueando uma pequena quantidade de luz. Dessa forma, é possível ver o planeta e aprender sobre seu tamanho.

A TRAPPIST-1 foi descoberta em 2010, depois que estrelas menores próximas ao Sol foram monitoradas. Desde então, cientistas têm estado atentos para esses trânsitos. Após observar 34 deles, propuseram atribuí-los aos sete novos planetas.

Depois, trabalharam para entender o tamanho e composição de cada um. A pesquisa ainda continua, mas os pesquisadores acreditam que eles têm grandes oceanos e características temperadas. “É um sistema planetário incrível – não só porque encontramos tantos planetas, mas porque eles são surpreendentemente similares à Terra”, disse Michael Gillon, do STAR Institute na University of Liege.

Se uma pessoa estivesse em um dos novos planetas, tudo pareceria mais escuro do que o normal. A quantidade de luz dirigida ao seu olho seria aproximadamente 200 vezes menor do que se vê durante o nascer do sol, e comparável ao que se vê quando ele está se pondo.

Apesar da escuridão relativa, o clima seria morno, já que a TRAPPIST-1 aquece os planetas na mesma intensidade que o Sol aquece a Terra. “O espetáculo seria lindo”, disse Amaury Triaud, um dos cientistas envolvidos na pesquisa. “De vez em quando você veria outro planeta, tão grande quanto outra lua no céu”, afirma.

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