Olli, um ônibus autônomo que é feito em impressão 3D
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Foto: Divulgação
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Olli, um ônibus autônomo que é feito com impressão 3D

Pedro Katchborian em 6 de julho de 2016

Um novo ônibus autônomo feito pela startup americana Local Motors em parceria com a plataforma Watson, da IBM, traz inovações de diferentes maneiras: o veículo, chamado de Olli, além de se dirigir, é feito a partir de impressão 3D e poderá ser pedido em aplicativos ao estilo Uber.

O automóvel comporta 12 pessoas e pode ser “impresso” em questão de horas. A Local Motors está fazendo testes com o veículos em Las Vegas e Miami e a startup tem intenção de testar o Olli em cidades como Berlim, Copenhagen e Camberra. Para John Rogers, co-fundador da Local Motors, o veículo está pronto para rodar assim que as leis permitirem.

“A tecnologia está pronta”, disse em entrevista para a AFP. Rogers ainda afirmou que a Local Motors pode fazer veículos diferentes e específicos para empresas e para o governo. Segundo ele, a grande vantagem da companhia em relação a outros veículos autônomos é a impressão 3D.

Nós queremos fazer esse veículo em cerca de 10 horas e montar em uma hora.

A ideia da Local Motors é fazer fábricas para produzir os veículos ao redor do mundo. Esse processo de produção torna a empresa viável em qualquer lugar, segundo Rogers. Para ele, não há uma grande necessidade de infraestrutura como as tradicionais montadoras.

A inteligência artificial do ônibus autônomo

O supercomputador Watson, inteligência artificial da IBM, estará presente no Olli. Mas não é ele que tornará o ônibus autônomo: esse sistema é desenvolvido pela Local Motors com uma série de parceiros em software. O que o Watson vai fazer, na verdade, é fornecer uma interface para que os passageiros possam “conversar” com o ônibus. “Se você precisar estar em algum lugar, você pode dizer isso com suas próprias palavras”, diz Bret Greenstein, da IBM, ao Phys.

A investida da empresa é a primeira no mercado dos veículos autônomos, embora tenha trabalhado com outras montadoras para soluções de tecnologia. “A IBM vê o Olli como a primeira solução completa para os veículos autônomos“, diz Greenstein.

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Interior do Olli. Foto: Divulgação

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Além disso, o ônibus também promove o poder cognitivo do Watson. “O uso da linguagem natural pode ajudar a criar uma relação entre o passageiro e o veículo“, diz Greenstein. “Um veículo que entende a língua humana, em que você pode ir lá e dizer: “eu gostaria de ir ao trabalho”, permitindo que o passageiro relaxe e desfrute do caminho”, completa.

O ônibus autônomo depende da nuvem da IBM para conversar com as pessoas. Com o Watson, passageiros podem perguntar como o veículo funciona, onde eles estão indo e por que o ônibus está fazendo aquelas decisões de caminho. Ele até pode responder à pergunta: “estamos chegando?”. E tem mais: o Watson pode até recomendar restaurantes e pontos turísticos baseados nas preferências do passageiro.

“Computadores cognitivos podem dar incríveis oportunidades e criar experiências customizáveis para os consumidores, usando a enorme quantidade de informações de tudo que está conectado à internet”, disse Harriet Green, da IBM, em comunicado.

Rogers conta que teve conversas em pelo menos 50 países diferentes onde havia interesse em novas soluções de transporte. “Há uma longa lista de cidades que estão interessadas“, completou.

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