Os maiores temores em relação a Inteligência Artificial
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Os maiores temores com relação a inteligência artificial

Pedro Katchborian em 20 de maio de 2016

Livros e filmes têm o costume de tratar a inteligência artificial como uma ameaça aos humanos em um futuro distópico. Por mais que estejamos longe de um Hal, de “2001: Uma Odisseia no Espaço”, ou de um ciborgue de “Eu, Robô”, algumas questões já estão sendo tratadas com seriedade pelos cientistas.

Exageros à parte, os temores que envolvem a inteligência artificial são antigos. Luciano Floridi, professor de filosofia e ética da informação da Universidade de Oxford, escreveu um artigo na Aeon e lembrou que essa preocupação vem desde a década de 60, em uma citação de Irving John Good, matemático que trabalhou com Alan Turing:

A primeira máquina ultrainteligente é a última invenção que o homem precisa fazer, desde que a máquina seja dócil o suficiente para nos falar como mantê-la sob controle.

Good não foi o único intelectual que se mostrou preocupado com os avanços tecnológicos. Nos anos recentes, figuras importantes deram declarações sobre o tema.

“O desenvolvimento da inteligência artificial pode ocasionar o fim da raça humana”, disse Stephen Hawking em 2014. O coro ganhou mais força quando Bill Gates mostrou suas preocupações. “Primeiro, as máquinas vão fazer muitos trabalhos para nós e não serão superinteligentes. Isso deve ser positivo, caso consigamos trabalhar bem. Algumas décadas depois, porém, a inteligência vai ser alta o suficiente para ser uma preocupação“, comentou.

Já Elon Musk, CEO da Tesla, foi mais direto e disse que a inteligência artificial é a maior ameaça existencial aos humanos e que devem existir regulações nacionais e internacionais sobre o assunto.

O que temos hoje em inteligência artificial?

Pelo menos por enquanto, humanos não devem se preocupar com robôs assassinos em suas casas. Um exemplo recente de tentativa de realidade virtual foi a Tay, uma garota-bot no Twitter que acabou se tornando adoradora de Hitler, já que baseava os seus tuítes em interações com os usuários.

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Foto: Reprodução/Twitter

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A indicação de Floridi é compreender que ainda estamos longe das máquinas que se viram contra nós, mas que o assunto não deve ser ridicularizado. Além disso, para buscar uma relação saudável com os robôs, deve-se procurar fazer inteligência artificial amigável. Ou seja: máquinas que tratam as pessoas como os fins, e nunca como os meios.

Como se precaver das máquinas malignas?

O problema, segundo Federico Pistono e Roman Yampolskiy, da Universidade de Louisville, em Kentucky, Estados Unidos, é a falta de interesse em saber como criar uma máquina maligna. Segundo os pesquisadores, especialistas em segurança precisam entender contra o que eles vão lutar e o que vão precisar derrotar caso algo aconteça.

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A sugestão de Federico e Roman é que se entenda o processo de criação de uma máquina malevolente cujo objetivo é destruir os humanos, por exemplo.

A empresa que mais coloca esforços para impedir que um Exterminador do Futuro apareça em um futuro próximo é a OpenAI, companhia que recebeu US$ 1 bilhão de investimentos e tem como objetivo “avançar na inteligência digital para que seja benéfica para a humanidade como um todo”.

E você, tem medo da inteligência artificial?

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