Os novos horizontes da realidade virtual
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Os novos horizontes da realidade virtual

Redação em 19 de abril de 2016

O termo realidade virtual soa familiar mesmo para quem não é aficcionado por tecnologia. No entanto, nem todo mundo entende direito o que significa. Utilizando uma interface que contém efeitos visuais, essa tecnologia engana os sentidos do usuário, que fica imerso em uma ambiente simulado que parece ser real.

A expressão é diretamente relacionada ao uso de óculos e fones de ouvido que, no geral, cobrem os olhos e os ouvidos, impedindo que a pessoa reconheça estímulos externos. Assim, a imersão é total. Esses aparelhos funcionam da seguinte maneira: com o uso da estereoscopia (técnicas que simulam o mecanismo biológico da visão), cria-se uma ilusão de profundidade. Em vez de formar apenas uma imagem, são formadas duas, uma para cada olho. O cérebro interpreta que as duas imagens são, na realidade, uma só. Pronto: o mundo alternativo está criado.

A indústria do entretenimento é quem mais está fazendo uso desse tipo de inovação. O PlayStation VR da Sony, por exemplo, promete transportar o jogador para dentro do jogo. Até o controle é desnecessário; a interação acontece conforme o usuário vira a cabeça para os lados, com a ajuda de sensores.

Oculus Rift

Esse óculos de realidade virtual começou a ser enviado para seus compradores no dia 28 de março deste ano. Os produtos são fabricados pela Oculus, empresa comprada pelo Facebook em 2014 por US$ 2 bilhões.

óculos Rifts de realidade virtual dentro da caixa

Foto: Divulgação

Assim como outros equipamentos, o Oculus Rift tem a capacidade de interagir em sincronia com a cabeça do usuário. A imagem gerada não permanece estática em um único ponto; acompanha a movimentação do jogador e por isso é 360º.

No caso do Rift, as imagens intercaladas são tão rápidas que o efeito 3D é impressionante, considerado acima da média por especialistas. Lisa Eadicicco, em entrevista à Time, declarou, após usar o dispositivo: “o que torna o Rift tão atraente é que ele verdadeiramente cria a ilusão de fuga. Ele cria uma disconexão colossal entre o que está acontecendo em frente aos seus olhos e o que realmente está acontecendo no mundo ao seu redor”.

Segundo a revista de tecnologia Wired, o Oculus Rift pode significar “um primeiro passo muito real em direção ao futuro”. O próprio Mark Zuckerberg, criador do Facebook, descreve o desenrolar da realidade virtual como um sonho de ficção científica, que está prestes a se tornar verdade.

O ponto negativo dos óculos, assim como o de outros dispositivos similares, é o preço: US$ 600.

Realidade Virtual e suas aplicações

A realidade virtual pode ser empregada em outros campos. Desde os anos 1970, a imersão em um ambiente simulado é utilizada nos Estados Unidos para que soldados façam seus treinamentos.

Seguindo nessa mesma linha, atletas e treinadores fazem uso da realidade artificial para melhorar o treinamento e suas performances. Estudos que prometem desenvolver essa tecnologia podem ajudar os treinos a se tornarem mais exatos, direcionados para o objetivo do esportista.

Já a marca de oléo de carros Castrol apresentou um projeto que consiste em um ambiente tridimensional, criado a partir de um capacete. O piloto dirige orientado pela realidade criada, sem ver a pista de verdade. O ambiente simulado possui inúmeros desafios a serem transpostos, como outros motoristas e barreiras físicas.

O Google também está investindo nessa tecnologia. No dia 29 de março eles liberaram aos desenvolvedores uma série de ferramentas que permitem a incorporação de imagens em 360 graus em seus aplicativos e sites e que por sua vez podem ser vistas com o Cardboard, plataforma de realidade virtual da empresa.

Essa plataforma compreende um kit de desenvolvimento que transforma o conteúdo em realidade virtual. No Cardboard, o smartphone é convertido em óculos por meio de um suporte. Esse suporte pode ser feito dos mais diferentes materiais, como papelão e plástico, e custam entre US$ 15 e US$ 120. Usuários de Android e iOS, da Apple, podem adquirir a novidade.

Nathan Martz, gerente de produto da Cardboard, falou sobre o objetivo do projeto: “de viagens a imobiliárias a notícias e entretenimento, nós esperamos que as visualizações em realidade virtual tornem o compartilhamento de sua história rápida e fácil e construam experiências visuais imersivas e engajadoras”.

Desde 2015, o YouTube, que é do Google, já suporta vídeos de realidade virtual, que podem ser assistidos por meio de um celular ou óculos Cardboard.

Você já teve alguma experiência com a realidade virtual? Conte para a gente como foi.

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