Veja 4 previsões para os supercomputadores em 2017
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4 previsões para os supercomputadores em 2017

Pedro Katchborian em 23 de dezembro de 2016

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O ano de 2016 foi importante para os supercomputadores, ainda que a supercomputação não se trate do seu notebook, tablet ou smartphone. São computadores com potencial que vão de centenas a milhões de vezes a mais do que os nossos singelos PCs.

Eles são utilizados para cálculos complexos. Problemas de física mecânica, meteorologia, modelagem molecular são algumas das áreas em que supercomputadores são utilizados. No ano que passou, muito se discutiu ferramentas como inteligência artificial e aprendizado de máquinas, dois elementos que necessitam de supercomputadores para  funcionar.

Barry Bolding, da Cray, empresa americana que é produtora de supercomputadores, escreveu à Scientific Computing sobre o que esperar dos supercomputadores para 2017. E o ano pode ser importante.

Inteligência artificial ainda engatinhando, aprendizado de máquinas ganhando destaque

Barry é otimista com o tema da inteligência artificial, mas fala com cautela. “Não teremos um Exterminador nos caçando no próximo Natal“, afirma. Ele duvida que a inteligência artificial será a força dominante nos próximos 12 anos.

Para ele, o progresso deve vir no aprendizado de máquinas. “Apesar dos carros autônomos terem uma aplicação mais empolgante para a imprensa, o conceito de treinamento de software vai ser aplicado de maneiras muito mais amplas”, afirma.

China crescendo com os supercomputadores

Segundo Barry, a China ainda tem que alcançar os Estados Unidos e a Europa como um todo em relação aos supercomputadores. Apesar de ainda não estar perto, o rápido crescimento significa que até o final de 2017 a situação pode ser diferente. “Hoje, companhias como Huawei, Sugon, Lenovo e outras estão emergindo no assunto”, diz.

Ele afirma que esse rápido crescimento e a competência dos chineses não é um acidente: é o resultado de uma estratégia feita a longo prazo. Esse modelo, inclusive, tem sido usado de exemplo para outros países que procuram avançar no mercados dos supercomputadores, como a Índia.

Barry ainda diz que o cenário dos supercomputadores é incerto, já que há uma indecisão sobre programas americanos e europeus em relação ao tema. Por isso, a China, país que já tem uma estratégia mais estabelecida, deve sobressair.

As dificuldades da Lei de Moore

A Lei de Moore diz que o número de transistores dos chips aumentaria em 100% pelo mesmo custo, a cada 18 meses. Enquanto em 2016 vimos novas tecnologias de processadores em empresas como Intel, Nvidia, ARM e AMD, em 2017 devemos ver mais evolução ainda. “Enquanto a Lei de Moore diminuí, empresas vão ser obrigadas a produzir processadores cada vez melhores“, diz. Para Barry, esse será um grande desafio para 2017.

A revolução da nuvem

A tal da nuvem, em que dados ficam online o tempo todo e não ocupam nenhuma mídia física, deve continuar a evoluir em 2017. Mas e em relação aos supercomputadores? Não é tão simples quanto armazenar aquelas suas fotos de uma viagem de 10 anos atrás. “Em 2017 deve ocorrer uma mudança de paradigma na maneira de pensar dos serviços da nuvem”, comenta Barry.

Barry também prevê que 2017 deve trazer mais tecnologias híbridas, com empresas necessitando de uma mistura da nuvem e outras soluções. “Compartilhamento de dados e recursos para alcançar o que a produção deles precisa”, finaliza.

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