Stephen Hawking sobre AI: a melhor ou a pior coisa para a humanidade
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Stephen Hawking sobre AI: “A melhor ou a pior coisa para a humanidade”

Pedro Katchborian em 23 de novembro de 2016

Stephen Hawking é um cientista disruptivo. Muito além de sua condição — há décadas ele convive com a ELA (esclerose lateral aminiotrófica) –, Hawking costuma dar declarações fortes, sem pisar em ovos ou ser comedido.

A última da vez foi sobre inteligência artificial. Em recente palestra na Universidade de Cambridge, que celebrava a inauguração do Centro para o Futuro da Inteligência, Hawking disse: “a inteligência artificial é ou a pior ou a melhor coisa que aconteceu com a humanidade”, relata o The Guardian. No inaugurado Centro da Inteligência, serão estudadas questões envolvendo o rápido desenvolvimento da inteligência artificial.

Hawking, sempre bem-humorado, continuou com as suas declarações. “Nós passamos boa parte do tempo estudando história. O que, vamos encarar, é a história da estupidez. Então é uma mudança bem-vinda que pessoas estão estudando o futuro da inteligência”, afirmou.

Aliás, o cientista sempre foi cauteloso em relação a inteligência artificial. Stephen Hawking já alertou sobre os perigos de criar uma máquina super inteligência com vontade própria. Mas, desta vez, ele também destacou os benefícios. “Os benefícios em potencial de criar uma inteligência são enormes“, disse. “Não podemos prever o que talvez alcancemos quando nossas mentes são ampliadas pela inteligência artificial”, afirma.

Huw Price, o diretor do centro de inteligência, disse que o centro se originou de outro espaço: o do Risco Existencial — que foi zombado na época por ser um centro de “Estudos de Exterminador”. Margaret Boden, professora de ciência cognitiva na Universidade de Sussex, ressaltou a importância dessas discussões. Ela afirma que até 2009 os tópicos não eram levados a sério, até entre pesquisadores sobre inteligência artificial. “A AI é realmente empolgante, mas tem limitações“, comenta.

Stephen Hawking não está sozinho em relação aos medos que envolvem a inteligência artificial. Elon Musk, bilionário e dono da Tesla, já alertou sobre os possíveis perigos envolvendo supercomputadores.

Stephen Hawking e a atual discussão sobre inteligência artificial

O timing da discussão de Stephen Hawking não poderia ser melhor. Grandes empresas se envolvendo no aprendizado das máquinas, o que torna esse tipo de inovação cada vez mais mainstream.

Google, Samsung, Apple, Microsoft, Apple e IBM são algumas das companhias que estão ajudando a popularizar mais a inteligência artificial. Boa parte dessas empresas estão colocando AI em seus produtos, como a Siri, na Apple, a Cortana, na Microsoft e o Google Assistent, da Google.

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O campo da cultura pop — que sempre gostou de se envolver com o tema — também ganhou uma produção que tem aquecido a discussão sobre máquinas, robôs e os perigos da inteligência artificial. “Westworld”, da HBO, conta a história de um parque de diversões no futuro, em que a principal atração são os “anfitriões”, robôs idênticos aos seres humanos que são torturados, mortos ou até estuprados pelos “convidados” — humanos que pagam para estar ali.

A ideia do parque é conseguir imprimir emoções humanas para convencer os visitantes de que os robôs são reais — ou quase reais. Na série, cada vez que surge um novo personagem, o espectador fica na dúvida: se trata de um androide ou de ser humano. E isso ajuda a criar empatia com as máquinas.

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