Carro autônomo: Uber libera veículos para usuários em teste nos EUA
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Foto: Divulgação
Inovação > Tecnologia

Uber libera carros autônomos para usuários em teste nos EUA

Camila Luz em 15 de setembro de 2016

Usuários do Uber em Pittsburgo (EUA) já têm a opção de requisitar um carro autônomo para sua próxima viagem. Há um ano e meio, a empresa contratou dezenas de pesquisadores da Carnegie Mellon University para desenvolver a tecnologia necessária. Essa é a primeira vez que veículos que se locomovem sozinhos são oferecidos ao público no país.

A novidade ainda não está disponível para qualquer pessoa que resida em Pittsburgo. Apenas um grupo selecionado de “fiéis usuários” do aplicativo pode requisitar um carro autônomo. O teste começou em 14 de setembro. No dia anterior, a empresa fez uma apresentação dos veículos exclusiva para a imprensa.

De acordo com o site TechCrunch, membros da imprensa puderam percorrer a cidade por 45 minutos dentro de um carro autônomo. O jornalista Signer Brewster foi um deles. Para ele, ficou claro que a Uber não está lançando veículos finalizados, e sim fazendo testes para aperfeiçoar a tecnologia.

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A experiência no carro autônomo da Uber

Para o jornalista do TechCrunch, a experiência foi empolgante em um primeiro momento. Logo depois, se tornou entediante de tão comum. Signer passeou em um veículo Ford Fusion com dois engenheiros da Uber ocupando os bancos da frente. Ele se sentou atrás.

foto de computador dentro de carro autônomo do Uber

Foto: Reprodução/Site

Quando ocupou seu lugar, Signer apertou um botão em um tablet posicionado na parte traseira do carro para sinalizar que estava pronto para começar viagem. O tablet mostrou uma visão ao vivo do caminho que o carro percorria: azul para a estrada, vermelho para os objetos. O volante começou a se mexer sozinho, “como se estivesse possuído por um fantasma”.

O coordenador da viagem, sentado no banco do motorista, passou o tempo todo olhando para a estrada, com mãos e pés pairando sobre volante e pedais. Sempre que um veículo parado bloqueava a pista, ele colocava em modo manual para mudar de faixa, função que os carros autônomos da Uber ainda não têm O segundo engenheiro ficou no banco do passageiro com um laptop aberto. Em viagem normal, solicitada por usuário comum, ele passaria o tempo tomando notas.

dentro de carro autonomo do uber

Foto: Divulgação

O jornalista conta que sentiu borboletas no estômago quando o carro encontrou seu primeiro obstáculo: uma SUV dando ré em plena estrada. “Você não nota quantos incidentes inesperados ocorrem até que peça a um robô para controlar a direção”, disse.

Enquanto passavam por cima de uma ponte, local onde carros autônomos geralmente têm dificuldade para se posicionar, outro incidente: havia um caminhão estacionado na faixa onde estavam. O motorista mudou de faixa manualmente, o que fez com que um dos homens que trabalhava no caminhão disparasse sem querer uma bandeira, que caiu bem perto do carro.

É difícil saber o que teria acontecido se o veículo não estivesse no manual quando os incidentes ocorreram. No entanto, há boas notícias sobre seu funcionamento: parou atrás de um ônibus de lixo, parou novamente quando o mesmo virou à direita, obedeceu as leis de trânsito e parou quando o semáforo ficou amarelo. “Foi tudo tão normal que ficou até um pouco chato. As borboletas no meu estômago desapareceram rapidamente”, brinca o jornalista.

Lidar com o inesperado

Na hora de voltar para o Uber Campus, os engenheiros deixaram que Signer dirigisse o carro. Ele precisou esperar que uma luz ficasse azul no painel para apertar um botão de prata que determinava o modo autônomo. Para voltar ao controle manual, bastava apertar um botão vermelho.

Ele precisou assumir o controle uma vez, para manobrar em torno de uma van parada. “É um equilíbrio incomum se concentrar nos arredores sem precisar fazer nada. É tentador se sentir à vontade e pensar em outra coisa, talvez até em soltar as mãos no colo. Posso entender porque a linha entre estacionar de forma autônoma e gerir um passeio inteiro dessa forma é difusa”, opina.

Os carros autônomos que a Uber está oferecendo para os primeiros passeios piloto são todos da marca Ford Fusion e são aparentemente normais. Se destacam por uma matriz de sensores que se projetam para fora do teto.  Há sensores adicionais integrados nas laterais.

Um laser recolhe 1,4 milhões de pontos em um mapa por segundo, fornecendo visão de 360 graus ao redor do veículo. A inteligência do carro se completa por câmeras e um sistema de GPS. “Saí do meu passeio confiando na tecnologia. O carro autônomo detecta obstáculos, pessoas e até mesmo buracos, e respondeu de forma inteligente. O esperado e já mundano. O maior desafio para a Uber será planejar para lidar com o inesperado“, afirma.

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