Aplicativo conecta ambulantes a banhistas na praia
praia
Foto: Istock/Getty Images
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Aplicativo conecta ambulantes a banhistas na praia

Kaluan Bernardo em 8 de julho de 2016

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Você está na praia, curtindo um sol, deitado em sua esteira quando, de repente, dá uma baita vontade de comer aquele biscoito ou tomar aquele picolé. O clima está tão bom que você não quer se levantar, pegar a carteira, procurar um vendedor, comprar, pegar o troco, etc. O aplicativo “Na Praia” busca justamente poupar esse esforço.

screnshot do aplicativo

Foto: Divulgação

Criado por cariocas, o app está sendo testado em praias do Rio de Janeiro. A ideia dele é conectar ambulantes a praieiros. O cliente compra o alimento direto pelo smartphone, o pagamento é feito no aplicativo, por cartão de crédito, e o vendedor vem até a pessoa e entrega tudo.

O aplicativo (disponível para Android e iOS) mostra tudo o que os ambulantes podem vender, permite comparar preços, fazer reservas, pagar tudo eletronicamente, conseguir descontos e até interagir com amigos que também podem estar na praia.

Carolina Martins, 33, ex-arquiteta co-fundadora do serviço, diz que teve a ideia depois de ver que já haviam ambulantes trabalhando com smartphones. “Diferente do que muita gente acha há vários vendedores de praia que são verdadeiros empreendedores e já atendiam por WhatsApp”, diz Carolina. Ela conta que uma amiga dela, por exemplo, publicitária e administradora, vendia cerveja por WhatsApp. “Eu sempre pedia e já vinha tudo em um balde de gelo em um serviço todo cuidadoso, de quem tem visão”.

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Assim, ela teve a ideia de oferecer uma plataforma que reunisse outros serviços do tipo em um único lugar, facilitando o pagamento. “Muitas pessoas não levam a carteira mas levam o smartphone para a praia. Com nosso app elas não precisam do dinheiro ou do cartão em mãos para pagar”, diz.

O “Na Praia” cobra uma taxa tanto do cliente quanto do vendedor. Carol diz que os valores ainda estão sendo testados e estudados, e por isso ainda devem variar ao longo do tempo. Além disso, o é possível avaliar os vendedores e o serviço prestado — tal como acontece no Uber, por exemplo.

Criando a startup Na Praia

Lançada no final de 2015, o Na Praia tem seis sócios além de Carolina — quatro que se dedicam em tempo integral ao negócio. No começo, para validar a ideia e ver qual era a demanda dos vendedores do litoral carioca, eles resolveram entregar smartphones, com plano de dados, a 30 dos comerciantes.

celular com aplicativo aberto

Foto: Chico Cerchiaro/ Sai da Sombra

“Alguns nem tinham smartphones. E comecei a estimular o uso do app e redes como Facebook e WhatsApp para eles se conectarem mais com seus clientes”, conta Carol. “Fui aquela pessoa chata de ficar insistindo para usarem e perceberem as vantagens. Assim fui entendendo o que eles precisavam”, conta. Dessa forma, sem querer, ela acabou ajudando os vendedores a se modernizarem e desenvolverem seu negócio. “Faço até folhetos com dicas para trabalharem bem, tomarem cuidado com o sol, postura etc”, diz.

O futuro do aplicativo, conta Carol, será voltado aos usuários interagirem mais e poderem valorizar mais a praia que frequentam.

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