Aluguel de carro entre pessoas complementa renda
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Aluguel de carro entre pessoas complementa renda

Diana Assennato em 9 de junho de 2016

Há quem diga que os carros são o novo cigarro. Grandes vilões da mobilidade urbana, eles ocupam um espaço urbano desproporcional à quantidade de pessoas que transportam. Em São Paulo, por exemplo, os automóveis dominam 78% das principais vias em horários de pico, atendendo a apenas 28% dos paulistanos. Ou seja: as ruas estão entupidas de veículos que viajam muitas vezes com uma só pessoa e não chegam a transportar nem 1/3 da população. Uma verdadeira ditadura sobre rodas.

Não bastasse as dificuldades de dirigir em uma grande cidade (trânsito, estacionamento, segurança), há também o fator custo vs. benefício. Grande parte das pessoas usa os seus carros para realizar trajetos curtos entre casa e trabalho, por exemplo. Na maior parte do dia, permanecem parados, acumulando centenas de horas ociosas por mês. IPVA, manutenção, valets, gasolina… na ponta do lápis, os custos de um carro representam um montante de dinheiro.

Pensando nesta ociosidade, startups criaram plataformas onde proprietários podem alugar os seus veículos para outras pessoas quando não estiverem sendo usados. Tendência em cidades como Nova York, Paris e Tokyo, o car sharing, como é chamado o compartilhamento de carros, já começa a dar as caras no Brasil.

Conheça três serviços de aluguel de carro:

Fleety

Comandada por dois paulistanos cansados do trânsito da cidade, a Fleety conecta pessoas que precisam de um carro por poucas horas a proprietários que podem alugar os seus enquanto estão parados na garagem. Cada veículo tem um custo por hora ou por diária que é estipulado pelo próprio dono. Para garantir a segurança, o sistema está integrado a dados da Receita Federal e ao Departamento Nacional de Trânsito, o Denatran. Assim, a plataforma checa automaticamente se o locatário tem carteira de motorista ou se tem o CPF negativado.

A empresa também tem uma parceria com a seguradora Porto Seguro, que garante a cobertura de danos de terceiros com uma apólice específica para esse tipo de locação.

Parpe

Com um sistema bastante semelhante ao da Fleety, a rede da Parpe é controlada pela seguradora Mapfre, que cobre 100% do valor do carro na tabela FIPE em caso de danos e roubo durante a locação. O proprietário interessado em disponibilizar o seu carro é responsável por controlar o preço (que pode ser diário, semanal ou mensal), escolhe o período do dia em que ele estará disponível e decide quem pode ou não alugar o seu veículo.

Além de automóveis, a empresa pretende lançar em breve o compartilhamento de bicicletas e até de barcos a partir de geolocalização. “Queremos focar na experiência ao acesso independente do veículo, mas também valorizamos a experiência, por isso temos carros diferenciados como Fiat500″, comenta Guilherme Cury, gerente de operações.

No ar desde janeiro de 2016, a rede já possui 2.326 usuários cadastrados entre locadores e locatários. Guilherme afirma que é possível fazer uma renda extra entre R$500 e R$1.000 por mês, dependendo do valor do veículo. Hoje eles já podem atuar em todas as cidades do Brasil, mas a operação está concentrada entre São Paulo, Rio de Janeiro, Belo Horizonte, Curitiba e Florianópolis.

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Pegcar

Ainda na mesma pegada peer-to-peer (compartilhamento entre pessoas), a Pegcar foi uma das pioneiras no Brasil. Segundo Bruno Hacad, co-fundador, a empresa inclusive ajudou a Mapfre, seguradora da plataforma, a desenvolver o novo modelo de apólice, incomum até o momento.

A rede, focada no estado de São Paulo com presença forte em cidades como Santos, Bauru, Ribeirão Preto e, é claro, a própria capital, já tem 3.500 membros entre condutores e donos. Bruno afirma que um usuário pode chegar a tirar R$2.000 por mês e tem a garantia da validação dos condutores por meio de reviews.

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