Veja projetos colaborativos que impulsionam a música independente
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Liniker Foto: Reprodução/Facebook
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Conheça projetos colaborativos que impulsionam a música independente

Camila Luz em 13 de julho de 2016

O cenário de música independente nunca foi tão forte no Brasil quanto hoje. Artistas formam coletivos e produtoras ou lançam selos e festivais para impulsionar mais carreiras de forma colaborativa.

A internet também tem o seu papel. Plataformas como YouTube e SoundClound permitem que bandas mostrem seu som ao mundo sem precisar de uma gravadora que as coloque no mercado. Ao ganhar visibilidade online, esses artistas podem promover financiamentos coletivos para bancar seus projetos.

Liniker e os Caramelows, por exemplo, estão promovendo um crowdfunding no Catarse para financiar o primeiro álbum, “REMONTA”. Quase um mês antes da data limite, o grupo já havia arrecadado mais do que a meta de R$70.000. A banda conquistou fãs com seu EP “Cru”, lançado em outubro do ano passado. Desde então, tem lotado shows Brasil afora.

Liniker é do interior de São Paulo, mas bandas do país todo participam desse cenário independente colaborativo, como Far From Alaska, de Natal, e a Boogarins, de Goiânia. A ordem da vez não é competir, e sim compartilhar. Há sons para todos os gostos e público para todos os grupos. Quanto mais artistas ganham reconhecimento, mais fortalecida fica a cena.

Leia mais: A aposta do Bananas Music em curadoria musical para empresas

Projetos colaborativos de música independente

Projeto Salada de Frutas

O projeto de música independente é formado por Liniker e As Bahias e a Cozinha Mineira, banda que nasceu em 2014 com sonoridade inspirada na Tropicália e no Clube da Esquina. A cada apresentação, o coletivo convida um artista diferente, como a cantora Tássia Reis ou o rapper Rico Dalasam.

O objetivo é fortalecer a cena e mostrar que representatividade importa. As vocalistas de Bahias e a Cozinha Mineira são trans, enquanto Liniker sobe aos palcos divando de vestido e maquiagem. A presença dessas artistas hoje é indispensável para quebrar barreiras e preconceitos, além de mudar a cara da música independente brasileira de forma positiva.

Laboratório Fantasma

Idealizado por Emicida, surgiu em 2007 para lançar trabalhos do próprio rapper. O selo cresceu e hoje abriga outros artistas, como Rael. A gravadora também deu origem a uma marca de roupa.

Rockin Hood

A agência foi fundada por Diego Marx, produtor da banda Scalene. A Rockin Hood quer fomentar a cena cultural de Brasília promovendo festivais, turnês, gravações de clipes e álbuns e consultoria para carreiras.

A agência já produziu trabalhos de artistas como o guitarrista Dillo.

NTCA – Não Trabalhamos com Acabamento

Outra produtora brasiliense que pretende impulsionar projetos musicais criativos. Fundada por Fabio Pedroza, baixista da banda Móveis Coloniais de Acaju, promove o Festival Móveis Convida e outros eventos.

Rosa Flamingo

A Rosa Flamingo, da cantora Tiê, agencia artistas para desenvolver projetos musicais e culturais. O selo independente cuida hoje de Naná Rizzini, Fingerfingerrr e André Whoong.

DoSol

A incubadora é do músico e gestor cultural Anderson Foca, responsável pela produção de álbuns independentes de artistas do Rio Grande do Norte. Por meio do projeto, os CDs são gravados sem custo algum para as bandas e cantores.

Läjä Records

O selo existe desde 1998, quando o baixista da banda hardcore Mukeka di Rato, Fábio Mozine, precisava lançar um disco. Hoje, é um dos maiores selos do estado de São Paulo e já produziu artistas do segmento punk como Ratos de Porão e Os Pedrero.

Risco

O selo nasceu em 2014 da parceria entre os artistas O Terno, Charlie e Os Marretas, Os Mojo Workers, Luiza Lian, Caio Falcão e O bando, Memória de um Caramujo, Noite Torta e Grand Bazaar. Seguindo o lema “A União faz a Força”, a gravadora tem o objetivo de promover a cena viabilizando vinis de seus membros.

Vento Festival

O projeto Salada de Frutas participou da segunda edição do Vento Festival, que rolou de 9 a 12 de junho de 2016. Realizado pela consultoria criativa Casco Conecta e pela produtora de conteúdo Recheio Digital, acontece em Ilha Bela, com apoio da prefeitura.

O festival traz atrações da cena independente, como Johnny Hooker, Jaloo, Bonde do Rolê, Aldo – The Band, Mahmundi e Filipe Catto. Além dos shows, há palestras que discutem temas como trocas culturais, economia criativa, sustentabilidade, diversidade, coletividade, respeito e tolerância.

Confira uma playlist com as bandas que participaram do festival:

Festival Grito Rock

O festival é realizado em mais de 200 cidades espalhadas por 15 países. No Brasil, são 26 estados envolvidos nos eventos, que são marcados pela diversidade de bandas, músicas, ritmos e estilos. Há, também, apresentações de dança, teatro, moda e literatura, espalhados por pequenas casas de shows e espaços públicos.

O festival é realizado por coletivos e produtoras independentes. A articulação entre as cidades que o recebem facilita a criação de rotas para turnês e circulação de bandas e grupos.

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  • Pedro Laconico

    encontrei um site manero pra poder grava musica sozinho ou com outros. Até os instrumentos vc pode escolher virtual. Usar os loops do mixer deles e também agregar outros. Pode participar de um projeto pra banda e eles cuidam dos seus direitos autorais. Dá uma olhada.

    https://www.musicacolaborativa.com

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