Conheça o serviço de compartilhamento de WiFi que paga o dono da rede
Compartilhamento de Wifi
Foto: Istock/Getty Images
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Conheça o serviço de compartilhamento de WiFi que paga o dono da internet

Pedro Katchborian em 27 de setembro de 2016

É comum vizinhos compartilharem — ou até roubarem — a rede WiFi uns dos outros. Pela proximidade, o sinal da internet costuma ultrapassar as paredes: é só ver o número de opções de redes quando vamos conectar na nossa. Como existe esse acordo clandestino de troca de redes em alguns lugares, uma empresa resolveu tornar o compartilhamento de WiFi algo oficial. A Tsunami Blu, empresa americana que surgiu em 2016, tem como objetivo distribuir a rede de uma pessoa com vizinhos, sendo que essa pessoa é paga pelos outros.

O serviço só funciona nos Estados Unidos e é de fácil entendimento. Quem quiser compartilhar a sua rede pode pedir um roteador de graça para a Tsunami Blu. Quando ele chegar, a pessoa pode criar duas redes: a dela e outra, para compartilhar. Os vizinhos podem se cadastrar como surfadores dessa rede. As duas primeiras semanas para os vizinhos são de graça, depois o preço é proporcional a velocidade da internet. Se é uma internet de 20 Mbps, o custo mensal é de US$ 20.

Além de dar dinheiro para o dono da internet, o serviço promete resolver um problema conhecido do compartilhamento de WiFi: a segurança cibernética. Segundo a empresa, as redes criadas são isoladas, seguras e privadas. Assista a um vídeo que explica mais:

A ideia do compartilhamento de WiFi não é nova: fundada em 2005, a Fon é outra empresa que fornece serviços parecidos. Fon é uma rede de pontos de acesso de internet ao redor do mundo. Um “Fon Spot” é um ponto de acesso em que pessoas podem se conectar em diversos locais do planeta. Segundo a empresa, são mais de 20 milhões de pontos em todo o mundo. A grande diferença do serviço é que não é direcionado especificamente aos vizinhos. A ideia é criar um sistema de crowdsourcing para que todos contribuam com dinheiro e possam acessar qualquer rede do Fon.

A empresa tem parcerias com algumas operadoras, entre elas a Oi. No Brasil, as redes Oi-Fon fizeram sucesso nas Olimpíadas. Um comunicado da empresa disse que o uso cresceu 400%, com 50 mil de novas conexões diárias e um total de mais de 5 milhões de conexões durante as primeiras semanas de agosto.

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Ainda segundo a empresa, o Brasil tem 2,3 milhões de hotspots Oi-Fon. Portanto, clientes Oi podem se mostrar elegíveis para criarem um hotspot Fon e também acessarem as redes gratuitamente. Para outros clientes, é possível comprar passes (por um dia, cinco dias, etc), para que possa acessar as redes.

A polêmica do compartilhamento de WiFi no Brasil

Como todo negócio que envolve internet e compartilhamento, a regulamentação desse tipo de serviço é difícil. Em 2013, foi apresentado um recurso do Ministério Público Federal que julgava como crime o compartilhamento de sinal da internet, o que tornaria os serviços citados ilegais. O recurso foi negado pelo Tribunal Regional Federal da 1ª região.

Segundo o MPF, compartilhar a rede deveria ser considerado uma “exploração clandestina da atividade”. O relator do processo na época, o juiz Carlos D’Avila Teixeira, contestou o argumento dizendo que o compartilhamento não configura ilícito penal.

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