Por que a Economia Compartilhada precisa ser mais inclusiva
economia compartilhada
Foto: Istock/Getty Images
Nova Economia > Consumo Colaborativo

Por que a Economia Compartilhada precisa ser mais inclusiva

Kaluan Bernardo em 1 de outubro de 2016

Na teoria, a Economia Compartilhada parece vantajosa para os mais pobres. Afinal de contas, alugar algo é mais barato do que comprar. O compartilhamento pode dar acesso a serviços e bens que são mais caros. O problema é que nem todos têm acesso a informações sobre iniciativas da Economia Compartilhada.

mulher dentro de uber usando celular

Foto: Istock/Getty Images

Uma pesquisa da consultoria Pew Research mostra que, nos Estados Unidos, pessoas que ganham mais de US$ 100 mil por ano têm três vezes mais chances de usar serviços de compartilhamento do que pessoas que ganham menos do que US$ 30 mil.

Entre os que estavam na faixa mais baixa de rendimento, metade nunca havia ouvido falar no Uber e apenas 4% já haviam usado o Airbnb. A BSR, uma ONG que promove sustentabilidade de negócios, publicou um estudo propondo formas de expandir os serviços de Economia Compartilhada, fazendo com que eles se tornem mais inclusivos.

Leia também:
4 coisas que você precisa saber sobre economia compartilhada
Continente africano é o berço da economia compartilhada

Eles justificam a necessidade: “ao remover ou reduzir barreiras como custo de posse e redes complexas e inflexíveis de distribuição, modelos de economia compartilhada têm potencial incrível de permitir muito mais acesso a bens cruciais e serviços a pessoas e comunidades que normalmente são excluídos ou impossibilitados de atenderem suas necessidades pelos modelos mais tradicionais”.

A organização destaca que muitas empresas de Economia Compartilhada, como o Uber, são muito criticados por desrespeitar direitos trabalhistas de seus colaboradores. Promover inclusão e acessibilidade a seus serviços seria uma forma de se redimir com a sociedade.

O que fazer para tornar a Economia Compartilhada mais inclusiva

O estudo, bancado pela Rockefeller Foundation, inclui uma série de entrevistas com experts e análise de artigos sobre a Economia Compartilhada. A principal proposta da publicação é criar empresas e plataformas que já considerem a inclusão dentro de seu modelo de negócios.

Para isso, defendem que é necessário que empresas de Economia Compartilhada pratiquem a inclusão já nas contratações, tendo funcionários de todas as classes sociais, etnias e gêneros. Além disso é necessário encontrar fornecedores que atuem em diferentes comunidades e mostrem os benefícios de tais plataformas, transformando-os em embaixadores. Também é necessário que empresas de investimento se atentem à importância da inclusão e procurem empresas com mais responsabilidade social.

O estudo ainda evoca a necessidade de criar produtos com design centrado em pessoal, considerando modos flexíveis de pagamentos (considerando pessoas que não têm cartões de crédito ou contas em bancos) e serviços para smartphones mais simples (ou até para quem não tem smartphone).

Além disso, é necessário fazer parcerias com governos e atores da sociedade civil e outras empresas de Economia Compartilhada. É o caso de Seul, na Coreia do Sul, que criou um programa para promover empresas de compartilhamento; ou ainda do Airbnb que oferece casas a pessoas que precisam de moradia temporária.

Gostou deste post? Que tal compartilhar:
Últimos
Trend Tags
Array ( [0] => 76 [1] => 222 [2] => 237 [3] => 115 [4] => 17 [5] => 238 [6] => 92 [7] => 125 [8] => 173 [9] => 16 [10] => 276 [11] => 25 [12] => 157 [13] => 66 [14] => 67 [15] => 62 [16] => 153 [17] => 127 [18] => 12 [19] => 19 [20] => 187 [21] => 69 [22] => 154 [23] => 175 )
Vídeos
Copyright © 2016 Free the Essence