Hortas urbanas fazem das cidades mais sustentáveis
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Brooklyn Grange, horta urbana em Nova York. Foto: Divulgação
Nova Economia > Consumo Colaborativo

Hortas urbanas ao redor do mundo estimulam o contato entre pessoas

Redação em 19 de abril de 2016

Hortas urbanas são espaços que fazem das cidades locais mais sustentáveis. Elas aumentam a quantidade de área verde e permitem que as pessoas possam comer o que plantam. Uma iniciativa que tem se tornado popular em grandes centros urbanos, como forma de adesão à permacultura.

As hortas urbanas têm por objetivo aproximar as pessoas da origem da comida, incentivando que elas plantem e cultivem frutas, legumes e verduras do jeito que acharem melhor. O acesso à alimentos frescos e livres de agrotóxicos fica mais fácil.

Essas hortas urbanas também deixam o ambiente nas cidades menos inóspito, cinza e mais propício à troca de experiências entre as pessoas. A existência de uma horta comunitária no bairro, por exemplo, acaba por integrar a comunidade.

Como as áreas livres em grandes cidades estão cada vez mais escassas, é preciso ser criativo para aproveitar locais inusitados, como topos de prédio, aeroportos ou estações de trem. As hortas estão se popularizando e revitalizando as cidades. O site Falling Fruit mapeou vários locais no mundo que contam com esses modelos. São mais de 500 mil no mundo.

Hortas urbanas pelo mundo

O telhado de um prédio no Queens abriga a maior horta de Nova York, a Brooklyn Grange. São 4 mil m² que produzem 20 mil kg de produtos frescos todos os anos.

Durante o inverno, o espaço também é aproveitado para plantar trevo e ervilhaca, evitando a erosão do solo e repondo nutrientes. Além disso, o Brooklyn Grange tem mais de 30 colmeias produtoras de mel.

Brooklyn Grange – A New York Growing Season from Christopher St. John on Vimeo.

A pequena cidade de Todmorden, na Inglaterra, fornece frutas e verduras de graça para seus moradores a partir das mais de 40 hortas espalhadas pelo espaço urbano. Vários lugares, como jardins, centros de saúde e até o cemitério local, são destinados às plantações.

A pista do antigo aeroporto Flughafen Berlin-Tempelhof, em Berlim, na Alemanha, deu espaço para a horta comunitária, que também funciona como um parque.  Desativado em 2008, o aeroporto foi ocupada por moradores locais que precisam ser criativos para plantar os alimentos. A prefeitura da cidade não permite que as plantações sejam feitas direto no solo do aeroporto. Por isso, usam sapatos velhos, carrinhos de compras, bancos e outros móveis e objetos para o cultivo das plantinhas.

horta comunitária feito dentro de sapatos

Horta urbana em sapatos, no antigo aeroporto berlinense de Tempelhof. Foto: Divulgação (Thais Mauad)

Mais de 300 pessoas, como estudantes alemães e imigrantes turcos, cultivam batatas, tomates e até mel. O parque serve como área de lazer para piqueniques, churrascos, andar de skate e bike, jogar futebol e até andar em uma espécie de prancha de windsurf sobre rodas.

homem praticando kite surfing

Aeroporto de Tempelhof, em Berlim. Foto: iStock, Getty Images

Em Hong Kong, na China, uma antiga fábrica de vidro foi transformada em horta. Em plena área industrial, os moradores locais têm a oportunidade de interagir com o meio ambiente, plantando e cultivando. Eles podem colher tudo de graça.

O projeto se chama ”Value Farm” porque tem como ideal o “valor de cultivar a terra sem esforço coletivo”. A estrutura da antiga fábrica foi preservada e adaptada. Esse espaço também serve para sediar eventos relacionados à educação ambiental,

No Japão, uma estação de trem em Tóquio conta com uma horta que pode ser aproveitada por todos. Para dar uma espiadinha, plantar ou colher hortaliças, não é preciso comprar bilhete.

O espaço faz parte de um projeto chamado Sodarofarm, que pretende criar hortas nas coberturas de outras estações, projetando um trajeto verde na costa leste do país.

São Paulo também tem hortas comunitárias. O projeto Cidades Sem Fome, por exemplo, tem como objetivo “a integração social de grupos vulneráveis, utilizando como ferramenta de inclusão trabalhos de horticultura, que contribuem efetivamente na melhora da alimentação das crianças e dos adultos”.

A Organização Não Governamental quer levar autossuficiência financeira para os participantes do projeto. As áreas usadas são particulares ou públicas e estão inutilizadas, sem uma destinação específicas.

Hoje, são 21 hortas comunitárias na Zona Leste de São Paulo. O projeto também implantou 38 hortas em escolas públicas. Outras iniciativas são estimuladas, como a criação de estufas agrícolas e o desenvolvimento de pequenos agricultores familiares.

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