Cozinha compartilhada para a gastronomia independente
house of food
foto: divulgação
Nova Economia > Consumo Colaborativo

Como funciona a House of Food, uma cozinha compartilhada em SP

Kaluan Bernardo em 19 de abril de 2016

Imagine a possibilidade de ser dono de um restaurante por um dia. Você paga o aluguel, tem uma cozinha industrial a seu dispor, vende a comida, e todo o lucro vai para seu bolso. É assim que funciona a House of Food, uma cozinha compartilhada no bairro de Pinheiros, em São Paulo.

Ela é uma pequena casa, com uma fachada vermelha e letreiros em neon. O aluguel custa R$ 280 por dia. Lá, passam diferentes cozinheiros. “Há desde senhorinhas que querem cozinhar para o pessoal até uma molecada que está na faculdade de gastronomia e quer mostrar suas receitas para o mundo”, diz Wolf Menke, criador do negócio, ao Free The Essence.

homem segura bowl com legumes

Chef Felipe Rodrigues na cozinha compartilhada House of Food. Foto: divulgação

A House of Food só tem pequenos balcões e uma mesa do lado de fora – o foco é que as pessoas peguem a comida e se alimentem em qualquer lugar. Apesar da simplicidade, há espaço para as mais diferentes ideias, como um “Festival de Cozinha Polonesa Afetiva” ou o “Festival de Comida Armênia”.

Cozinha compartilhada: ganhando pelo estômago

Wolf desenvolveu o projeto em 2014. No mesmo quarteirão, fica a House of Work (um co-working e anti-agência), House of Learning (espaço para compartilhar educação) e House of Bubbles (bar, lavanderia e biblioteca de roupas). Juntas, as quatro casas formam a House of All – sobre a qual falamos mais aqui.

A House of Food foi a segunda das casas, veio logo depois da House of Work. Wolf estava querendo alugar o espaço, mas tinha uma condição: ela viria com uma cozinha industrial. “Sou um cara que pensa em fazer coisas colaborativas. Logo já pensei em transformar o espaço nesse sistema de cozinha compartilhada”, diz Wolf.

O negócio cresceu tão rapidamente que Wolf transformou a casa em franquia. Já abriu novas sedes no Rio de Janeiro e em Belo Horizonte. “Há algumas diferenças culturais. Tanto em BH quanto no Rio, o pessoal bebe bem mais”, conta ele. “No Rio, ainda, a galera fica muito mais na rua”, diz.

O modelo de franquia ainda faz sentido, segundo Wolf, porque o negócio tem uma série de desafios específicos. “Temos várias barreiras de entrada. Primeiro que uma cozinha industrial custa R$ 300 mil. Segundo, nosso segredo de como montar a empresa”, conta. De acordo com ele, fazer um negócio desses, no esquema colaborativo, dentro da legislação, é bem complexo.

Uma cozinha para unir a todos

A House of Food, assim como suas casas irmãs, desenvolveu um forte senso de comunidade com a Rua Dr. Virgílio de Carvalho Pinto, tradicional no bairro de Pinheiros.  Graças ao negócio, Wolf já organizou ceias de Natal e festas juninas na região – todas partindo da cozinha compartilhada.

A House of Food tem embaixadores de peso, como Mohamad Hindi, ex-Master Chef. Foto: divulgação.

A cozinha compartilhada da House of Food tem embaixadores de peso, como Mohamad Hindi, ex-Master Chef. Foto: divulgação.

“Meu próximo passo é desenvolver as articulações com a comunidade a ponto de sermos reconhecidos como um polo de cultura”, diz Wolf, que afirma estar procurando incentivos públicos para isso.

Segundo ele, independente do reconhecimento governamental, a região já reconhece a mudança com a House of Food. “Hoje não é mais a Vírgílio, é a rua das casinhas”, brinca.

Gostou deste post? Que tal compartilhar:
  • Fernanda Oliveira

    Que demais! Dá até vontade de virar chef 🙂

    • Redação

      😉

    • Wolfgang Menke

      Vem Fernanda!!!

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