Uber do avião: Jettly permite voos compartilhados no Canadá e EUA
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Foto: Istock/Getty Images
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Uber do avião: Jettly permite voos compartilhados na América do Norte

Camila Luz em 25 de outubro de 2016

A startup Jettly quer levar a economia colaborativa a um novo nível. Pilotos particulares poderão preencher lugares vazios em seus voos com quem quiser pegar carona aérea e dividir custos como combustível, óleo e aluguel do avião.

piloto dentro de cabine de avião

Jetly une pilotos e passageiros para viagens comerciais. Foto: Istock/Getty Images

A Jettly foi lançada em outubro deste ano pelo empreendedor e piloto canadense Justin Crabbe. Na condição de piloto particular, ele percebeu que pessoas estão sempre procurando por formas mais econômicas e práticas de viajar de avião. Afinal, companhias aéreas cobram altas taxas e ainda é preciso fazer check-in e pegar filas nos aeroportos.

Ele teve a ideia de lançar serviço que conectasse de forma fácil e segura passageiros e pilotos que estão indo para o mesmo destino. “Os dois lados ganham. A aviação geral é o campo de treinamento primário para a maioria dos pilotos comerciais”, disse o CEO em comunicado de imprensa divulgado em 11 de outubro.

“Pilotos privados economizam dinheiro ao preencher seus voos e exercitar sua paixão por voar. Já os passageiros experimentam o luxo de voar de forma privada com um piloto experiente que vai para o mesmo destino. Normalmente, ele os leva em menos tempo, evitando altos impostos, tarifas caras e longas filas”, defende.

Como funciona o compartilhamento de voos

O processo é bem simples: o piloto cria um perfil na plataforma e lista um voo, especificando custo e se é só ida, ida e volta ou passeio. Passageiros fazem pedido de reserva e se comunicam com o piloto através de mensagens no próprio app.

O piloto decide quem irá voar com ele. Ele pode cancelar o voo a qualquer momento. O pagamento só será repassado ao condutor depois que o trajeto for finalizado. Caso a viagem precise ser cancelada por mau tempo ou qualquer outro problema, os passageiros são reembolsados.

No site oficial, a startup chama atenção para o fato de que os aviões são todos pequenos e comportam entre duas e seis pessoas, incluindo o piloto. Reservar lugares em grandes companhias aéreas não é possível. O objetivo é justamente funcionar como um aplicativo de caronas, no qual o responsável pelo veículo pretende apenas dividir custos de uma viagem que já iria fazer.

A startup ainda traz outros serviços, como ajudar pilotos freelancers a encontrar alunos interessados em ter aulas de voo. Escolas de aviação também podem listar seus serviços no site para atrair quem deseja se tornar piloto.

Lista de voos no site

O site mostra uma lista com as opções de voo para quando você precisa. Foto: Divulgação

Disrupção na economia colaborativa

O objetivo da Jettly é construir relações de confiança e segurança entre passageiros e a comunidade de aviação. Os pilotos precisam apresentar todas as licenças e habilidades necessárias para fazer voos seguros e confortáveis. Para garantir a qualidade do serviço, há um sistema de avaliação que permite aos usuários opinar sobre a viagem que fizeram.

O modelo da Jettly ainda está em beta. Mas segundo o comunicado, Crabbe pretende causar disrupção na economia colaborativa nos Estados Unidos e no Canadá oferecendo ao público um novo método de transporte aéreo de curtas distâncias.

Além de trabalhar com pilotos privados, a Jettly espera conseguir parcerias com operadoras comerciais sob demanda já existentes no Canadá e nos Estados Unidos. Essas empresas passariam a aceitar reservas de voos curtos feitos pelos usuários da plataforma.

Usando a Jettly, é possível pousar em 5.000 aeroportos da América do Norte. A startup também pretende doar US$ 1 de cada voo para associações de pilotos dos Estados Unidos e do Canadá, com o objetivo de dar suporte à aviação.

Voos compartilhados no Brasil

No Brasil, já é possível compartilhar voos. Este ano, a startup FlyEdge, inspirada na americana FlyBlade, trouxe o modelo ao país. Ela permite encontrar voos fretados em pequenos aviões ou helicópteros.

As viagens oferecidas pela empresa partem de São Paulo e têm como destino o litoral paulista e carioca. Os preços variam entre R$1.250 e R$1.950 e são executados por empresas tradicionais de táxi aéreo. O processo, no entanto, é menos burocrático e permite que voos individuais sejam reservados de forma prática, por meio do site da startup.

Na FlyEdge, passageiros também podem criar seus próprios voos, caso não encontrem um que atenda suas necessidades. Mas o pulo do gato é que quem cria o voo assume o valor integral do fretamento da aeronave. A plataforma disponibiliza para venda os assentos restantes aos demais clientes.

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